A Bolsa de Valores de São Paulo teve mais um pregão de forte queda nesta quarta-feira, seguindo o mau-humor dos mercados internacionais. O Ibovespa fechou em queda de 6,74%, aos 45.908 pontos, no menor patamar de preço desde abril de 2007.

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As ações da Petrobras, que chegaram a subir em boa parte da tarde seguindo a disparada do petróleo, acabaram cedendo à pressão baixista, que ainda contou com a mão pesada das vendas em Wall Street.

No mês, as perdas da Bolsa somam 17,55% e, no ano, 28,14%. O volume financeiro totalizou R$ 7,457 bilhões (preliminar), o maior do mês.

Em Wall Street, o índice Dow Jones derreteu 4,06%, aos 10.609,66 pontos, o S&P 500 recuou 4,71%, aos 1.156,39 pontos, e o Nasdaq, na mínima do dia, perdeu 4,94%, aos 2.098,85 pontos.

A queda das bolsas de valores apesar do resgate sem precedentes recebido pela seguradora American International Group (AIG) demonstrou, mais uma vez, que o medo é um dos piores inimigos dos mercados, por mais que autoridades e entes reguladores tentem controlá-lo.

A injeção urgente de US$ 85 bilhões do Federal Reserve (Fed, banco central americano) na AIG, uma das maiores seguradoras do mundo, não pôde conter o medo e a desconfiança dos investidores.

Na terça se acreditava que uma solução medianamente digna para a AIG, unida à compra do núcleo duro do Lehman Brothers pela Barclays e à apresentação de resultados do Morgan Stanley e do Goldman Sachs, poderia tranquilizar os investidores, porém eles despertaram nervosos e curiosos para saber quem será a próxima vítima da crise.

"Os riscos do sistema financeiro e da economia continuam sendo enormes e aumenta a pressão para a queda dos preços dos ativos e do valor da garantia", declarou a empresa de análise Global Insight em uma nota a seus clientes.

Além disso, há analistas que interpretam a operação de resgate do AIG decidida na última terça como uma demonstração do tamanho da preocupação de Washington diante da possibilidade de que entre em colapso um novo gigante do setor, e já há críticas a uma medida que se considera "assistência corporativa".

Dólar

O dólar encerrou os negócios nesta quarta-feira em forte alta, de 2,58%, cotado a R$ 1,867. A moeda americana registrou a maior alta diária em mais de um ano, seguindo o cenário global pessimista apesar da divulgação de dados do Banco Central mostrando que o fluxo cambial no país foi positivo no começo do mês.

(Com informações da Efe, Valor Online e Agência Estado)

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