SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa seguiu a disparada de Wall Street nesta sexta-feira, em meio à aposta de que o aprofundamento da crise nos Estados Unidos vai facilitar a aprovação legislativa do pacote proposto pelo governo Obama. O Ibovespa disparou 4,01 por cento, a 42.755 pontos, na maior pontuação desde 3 de outubro. O volume financeiro da sessão totalizou 5,36 bilhões de reais.

Diferentemente do habitual, o anúncio de que a taxa de desemprego nos EUA atingiu o maior nível em 16 anos foi entendido como fator adicional de pressão para que os congressistas aprovem o multibilionário pacote de estímulo econômico.

"É hora do Congresso agir. É hora de aprovar um plano de recuperação econômica e reinvestimento para fazer nossa economia se mover novamente", disse o presidente norte-americano, Barack Obama, classificando a notícia de mais demissões como "devastadora".

Nos EUA, os principais índices acionários avançavam cerca de 2,5 por cento a menos de uma hora do encerramento dos negócios.

"Tem uma expectativa combinada de estímulo à economia e também para ajudar os bancos", disse Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora.

O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, vai divulgar na segunda-feira um "plano abrangente" para estabilizar o sistema financeira. A expectativa é de que ele apresente um menu de opções para "limpar" o balanço dos bancos de ativos considerados tóxicos.

DE OLHO NAS COMMODITIES

Além disso, diante de reiterados sinais de que a China está recompondo estoques de petróleo e minério de ferro, os investidores estrangeiros seguiram na ponta compradora das blue chips domésticas Petrobras e Vale, que carregaram o Ibovespa para a quarta alta consecutiva.

Petrobras avançou 4,2 por cento, a 27,10 reais, enquanto Vale teve ganho de 3,6 por cento, a 32,48 reais.

(Reportagem de Aluísio Alves)

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