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Bovespa tem dia otimista e fecha em alta de 2,66%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou em alta durante quase todo o pregão desta segunda-feira, após o anúncio da fusão dos bancos Itaú e Unibanco, e fechou em alta de 2,66%, aos 38.249 pontos.

Redação com agências |

 

O giro financeiro foi de R$ 4,185 bilhões, em 289.172 negócios.

Agentes de mercado avaliaram positivamente a operação, que alterará completamente o ranking do setor. A avaliação é de que o negócio abre perspectivas de aquisições por parte do Bradesco e do Banco do Brasil, que devem brigar pelo segundo lugar no mercado.

Além disso, a transação, negociada há 15 meses, segundo o Itaú, deixa os investidores mais tranqüilos em relação à saúde do sistema financeiro. Até o final do pregão a operação ainda estava sendo detalhada pelos presidentes do Itaú e do Unibanco em coletiva de imprensa.

As ações PN do Banco Itaú ganharam 16,36% (R$ 27,09); Itausa ON subiu 13,04% (R$ 13) e Itaúsa PN avançou 14,30% (R$ 8,23). As units do Unibanco avançaram 8,95% (R$ 14,97) e Bradesco PN subiu 4,42% (R$ 26,20). Já Banco do Brasil ON apontava baixa de 3,04% (R$ 14,32).

As ações de maior peso no índice apontaram sinais distintos: Vale PNA subiu 3,46%, para R$ 26,26 e as ações ON avançaram 2,14% (R$ 29). Já Petrobras PN teve queda de 0,72%, negociada a R$ 23,14, e Petrobras ON cederam 1,46% (R$ 28,19).

Segundo Felipe Casotti, economista do setor de renda variável da Máxima Asset Management, as ações da Vale passaram a se recuperar após o presidente da empresa, Roger Agnelli, reforçar que o melhor investimento a ser feito pela empresa no momento é nas próprias ações.

Já as ações da Petrobras continuam sofrendo com a volatilidade do preço do petróleo. O mercado de óleo cru continua oscilando com a perspectiva de demanda mais fraca em tempos de recessão. No setor acionário americano, os índices não firmaram tendência nesta jornada e operaram com variações modestas, ora de alta, ora de baixa, movidos por novos dados econômicos.

Casotti lembra, no entanto, que mais do que os indicadores, os agentes estão monitorando o comportamento da taxa Libor, que vem caindo gradualmente a níveis menores do que os verificados no auge da crise, quando o banco Lehman Brothers quebrou, em setembro. "Ainda que os indicadores econômicos indiquem piora, parece que o pior em termos de volatilidade já passou", diz o gestor.

Dólar

A valorização no mercado acionário, a melhora do humor externo e a atuação do Banco Central somaram forças e contribuíram para a redução de pressão no segmento cambial no pregão de hoje. Assim, a moeda americana, que chegou a subir mais de 2% durante o dia, diminuiu sensivelmente o ritmo de alta na hora final de negociação.

A moeda americana fechou em alta de 0,37%, cotada a R$ 2,168.

Agentes financeiros afirmam que os rumores em torno de uma compra relevante de moeda por parte da Aracruz, uma das empresas com maior exposição cambial em derivativos que precisa ser zerada, continuou vigorando nesta manhã, assim como no último pregão.

Na sexta-feira, a Aracruz veio a mercado, depois do encerramento da sessão, desmentir notícias de que já teria chegado a um acordo com bancos para zerar a exposição cambial. Essa informação deu mais subsídio para a tese de que a empresa continuaria atuando na ponta de compra durante a primeira etapa do pregão.

O Banco Central chegou a oferecer moeda no mercado a vista entre 11h11 e 11h21, com taxa de corte de R$ 2,1875, mas o dólar continuou com o mesmo nível de valorização. A autoridade monetária também cumpriu a oferta previamente agendada de swap cambial, com colocação de US$ 838,3 milhões.

A diminuição do ritmo de alta só ocorreu na segunda metade do pregão. Segundo Paulo Petrassi, sócio gestor da Leme Investimentos, o segmento acabou se rendendo ao tom positivo dos demais mercados. A notícia local de fusão entre Itaú e Unibanco deu forte impulso para os ganhos na bolsa paulista. Além disso, os contratos de juros também sofreram um ajuste de baixa das taxas na BM & F, após alta exagerada nos últimos pregões.

(Com informações do Valor Online, Agência Estado e Efe)

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