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Bovespa tem baixa de 0,85% nesta sexta; dólar fecha a R$ 2,314

SÃO PAULO - Em um dia de grande volatilidade, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou o pregão com baixa de 0,85%, com 39.300 pontos e um giro financeiro de R$ 3,2 bilhões. Apesar da baixa do dia, a Bolsa Paulista encerra o mês de janeiro com uma valorização de 4,66%. Seguindo essa conta, a Bovespa fecha seu 2° mês consecutivo de alta. Em dezembro, o Ibovespa encerrou o período com um ganho acumulado de 2,6%.

Redação com agências |

 

A semana foi positiva para o mercado brasileiro, com o índice apontando alta de 3,06% no período. Vale lembrar que o mercado norte-americano registra uma desvalorização de 7% em janeiro. 

O assunto do dia foi o desempenho da economia norte-americana no quarto trimestre. O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 3,8%, pior resultado desde 1982. Em um primeiro momento, a reação dos agentes foi positiva, pois o previsto era queda de 5% a 5,5%.

Mas uma analise mais atenta mostrou que o resultado não foi pior em função dos estoques. Descontando a riqueza que está parada nas empresas, a contração seria de 5,1%.

Em Wall Street, o pregão teve direção mais definida e ela foi de baixa. Por volta das 18 horas, o Dow Jones caía 1,46%, enquanto o Nasdaq recuava 1,64%.

Segundo o analista de investimento da Spinelli Corretora, Jayme Alves, a Bovespa tentou, mas não conseguiu se descolar do pessimismo externo. O especialista lembra que além do PIB, outros indicadores surpreenderam negativamente, como a confiança do norte-americano e a atividade na região de Chicago.

Deixando de lado o pregão desta sexta-feira, Alves chama atenção para o desempenho positivo da Bovespa em janeiro, reflexo da recuperação de preço dos ativos relacionados ao setor de commodities.

Olhando para fevereiro, o analista, aponta que o foco segue voltado para o plano de estimulo à economia norte-americana, que agora será apreciado pelo senado, e para as notícias envolvendo um novo projeto para resgatar o sistema financeiro.

Por aqui, atenção para os balanços trimestrais. Para Alves, alguns números ainda devem vir fortes, como os de bancos e outros setores voltados ao mercado interno, o que deve ajudar a melhorar a confiança do investidor.

No front corporativo, Vale PNA puxou as perdas caindo 1,71%, para R$ 28,01 e Vale ON cedeu 1,6%, a R$ 32,50. Hoje, a companhia anunciou a compra de ativos de potássio por US$ 1,6 bilhão da Rio Tinto, mas o valor foi considerado alto pelos analistas. A empresa também comunicou que seu conselho de administração não deliberou ainda sobre a venda de sua participação na Usiminas.

As ações PN da Petrobras devolveram os ganhos do dia no call de fechamento e encerraram estáveis a R$ 25,03. Já o papel ON subiu 1,16%, para R$ 30,37.

O destaque do dia ficou com o papel PN da Sadia que fechou com alta de 3,75%, a R$ 3,32, em meio a notícias de crescimento superior a 20% na receita bruta de 2008. Ainda de acordo com Alves, a possibilidade de aporte de capital beneficia o papel. O ativo ON da concorrente Perdigão subiu 3,55%, a R$ 32,00.

Forte valorização para o papel PN da Klabin, que saltou 9,71%, para R$ 3,50. Na ponta oposta, Braskem PNA cedeu 4,83%, a R$ 5,71, e VCP PN caiu 4,55%, a R$ 13,61.

Em linha com os pares externos, Bradesco PN recuou 1,18%, para R$ 20,80. Na segunda-feira, a instituição divulga seu resultado trimestral. Itaú PN cedeu 1,35%, a R$ 23,38. Destoando, Banco do Brasil ON ganhou 0,35%, a R$ 14,20.

Câmbio

O dólar registrou nesta sexta-feira uma leve alta de 0,87%, cotado a R$ 2,314. No entanto, a moeda norte-americana encerra a semana com uma desvalorização de 0,81% ante o real. No mês de janeiro, a divisa também indicou queda, fechando o período com uma retração de 0,68%.

O Banco Central tentou intervir no mercado pela manhã, mas problemas técnicos impediram o leilão. À tarde o problema persistiu e a autoridade monetária fez a operação via telefone, vendendo moeda a R$ 2,315.

Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda teve alta de 0,96%, fechando a R$ 2,317. O giro financeiro foi de apenas US$ 73 milhões, montante cerca de quatro vezes menor que o observado ontem. Já no interbancário, o movimento foi de US$ 3,67 bilhões, contra US$ 2,6 bilhões de ontem.

Segundo o operador de mercados futuros da Terra Futuros, Daniel Negrisolo, grande parte da instabilidade do dia pode ser creditada à formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume). Os agentes brigam pela formação de preço, pois essa taxa será utilizada na liquidação dos contratos futuros de fevereiro.

Ainda de acordo com o especialista, a instabilidade no mercado externo também ajuda a colocar o preço da moeda para cima. Hoje, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos apontou queda de 3,8% no Produto Interno Bruto (PIB) do país no quarto trimestre, pior resultado desde 1982.

De acordo com Negrisolo, o mercado parece anestesiado com tantas notícias negativas que estacionou em um patamar de preço e os agentes não se arriscam a operar fora dele.

No caso do dólar, a taxa deve seguir entre R$ 2,20 a R$ 2,40 no curto prazo. Tal raciocínio também vale para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que opera entre os 38 mil e os 40 mil pontos.

Para o operador, os preços seguirão dentro desses "limites" até que saiam notícias com força suficiente para melhorar ou piorar o humor dos investidores.

Outro ponto importante ressaltado pelo especialista está relacionado com o fluxo de recursos no Brasil. Negrisolo lembra que as grandes saídas financeiras não devem ocorrer mais, pois os fundos que tinham que liquidar posição já liquidaram, assim como as empresas já remeteram seus dividendos.

 

Assista ao vídeo : Colunista do iG José Paulo Kupfer faz um balanço da economia em janeiro

(Com informações do Valor Online)

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