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Bovespa superou instabilidade e fechou em alta ontem; dólar subiu

SÃO PAULO - A terça-feira foi marcada pela instabilidade nos mercados brasileiros. O mau humor externo determinou a formação de preço do dólar e das taxas de juros futuros e influiu nas negociações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que só se desvencilhou do pessimismo na última hora de sessão.

Valor Online |

Em Wall Street, depois de uma breve tentativa de recuperação seguindo a divulgação de novas medidas para ajudar os norte-americanos a manter suas casas, as vendas voltaram a predominar. Com isso, o Dow Jones encerrou com perda de 1,99% e a bolsa eletrônica Nasdaq cedeu 2,22%.

Resultados trimestrais fracos alimentaram o temor de uma acentuada desaceleração econômica nos EUA. O ponto de preocupação é com os gastos do consumidor, que, em função da crise, estão menos dispostos a fazer desembolsos.

Na Bovespa, a última hora de sessão determinou o rumo da jornada. Depois de recuo de mais de 3%, um movimento comprador puxou uma alta de 1,32% para o Ibovespa, que fechou aos 37.261 pontos. O giro financeiro deixou a desejar, somando apenas R$ 3,35 bilhões.

No mercado de câmbio, o declínio nas bolsas em Wall Street e a queda no preço das commodities estimularam a valorização no preço da moeda norte-americana. No fim do pregão, o dólar comercial saiu a R$ 2,223 na compra e R$ 2,225 na venda, avanço de 1,50%. Tal preço é o maior em duas semanas.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a moeda aumentou 1,55%, finalizando a R$ 2,224. O giro financeiro ficou em US$ 155,5 milhões, mais de duas vezes maior que o registrado um dia antes.

Os contratos de juros futuros seguem oscilando próximos da estabilidade refletindo a falta de consenso entre os agentes sobre o que vai prevalecer na condução da política monetária: a alta do dólar ou o arrefecimento da atividade econômica.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava alta de 0,03 ponto percentual, para 15,18%. Janeiro 2011 fechou estável a 15,98%. E janeiro 2012 teve elevação de 0,02 ponto, a 16,17%.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,57%, sem alteração. Já o DI para janeiro de 2009 recuava 0,05 ponto, negociado a 13,67%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 203.905 contratos, equivalentes a R$ 17,10 bilhões (US$ 8,01 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 108.795 contratos, equivalente a R$ 9,27 bilhões (US$ 4,34 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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