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Bovespa supera instabilidade externa e garante alta de 1,83%

SÃO PAULO - Apesar da instabilidade externa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) garantiu novo pregão de valorização, confirmando a alta de 9,4% registrada na segunda-feira. Ao final do dia, o Ibovespa apontava 34.

Valor Online |

812 pontos, ou alta de 1,83%. O giro financeiro foi de R$ 3,72 bilhões.

Em Wall Street, a sessão foi bastante instável, com os investidores divididos entre uma realização de lucros e o tom positivo trazido pelo plano de US$ 800 bilhões anunciado pelo Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, para estimular o crédito ao consumidor e ao mercado imobiliário.

Com cerca de meia hora para o encerramento dos negócios, o Dow Jones apontava queda de 0,22%. Cabe lembrar que nos últimos dois pregões o índice subiu mais de 11%. Já a bolsa eletrônica Nasdaq perdia 1,09%.

A autoridade monetária norte-americana anunciou uma nova linha para emprestar até US$ 200 bilhões ao mercado de securitização e asset-backed securities (ABS, títulos lastreados em recebíveis de ativos financeiros) originados por empréstimos estudantis, financiamento de automóveis e crédito aos pequenos negócios.

Dessa forma, o Fed pretende garantir a liquidez no mercado de derivativos de crédito estimular a originação de empréstimos para consumo.

Outros US$ 600 bilhões serão destinados ao saneamento no mercado de crédito hipotecário. O dinheiro será utilizado ao longo dos próximos anos para a compra ativos garantidos por hipotecas originadas pela Fannie Mae, Freddie Mac e outras empresas patrocinadas pelo governo.

Na avaliação do diretor de renda variável da FinaBank Corretora, Edson Marcellino, as medidas do Fed para tentar restabelecer o funcionamento do mercado de crédito são bastante positivas, mas o problema é que ainda levará tempo para o mercado digerir todo o problema que envolve o setor financeiro e agora pesa sobre o lado real da economia.

"Na realidade, sabemos que a situação nos Estados Unidos não melhorou tanto assim, e, freqüentemente, aparece um problema novo", resume Marcellino.

Para o diretor, a credibilidade do sistema financeiro dos EUA ainda não foi restaurada e, enquanto isso não ocorrer, os investidores seguem apreensivos e reagindo de maneira exacerbada tanto às notícias boas quanto às ruins. "Melhora de verdade só a partir do ano que vem, até lá a volatilidade segue elevada."
No âmbito corporativo, o papel PN da Petrobras recuperou as perdas nos instantes finais do pregão e fechou com ganho de 0,67%, a R$ 19,36. Vale PNA garantiu valorização de 1,96%, para R$ 23,90 .

Destaque de alta ficou com as ações PN da Sadia, que dispararam 15,12%, finalizando a R$ 3,35. Correm rumores não confirmados de que a companhia estaria estudando sua venda e um dos candidatos para a compra seria a suíça Nestlé.

Ganho expressivo também para o papel ON da Cyrela, que subiu 14,10%, para R$ 7,20. TIM PN ganhou 12,78%, e agora vale R$ 5,91.

Forte valorização para os ativos da Gerdau. Os investidores receberam bem a notícia de parada de produção em duas unidades da siderúrgica. O papel PN aumentou 4,88%, para R$ 12,89, e a ação da Gerdau Metalúrgica PN subiu 9,20%, para R$ 17,80.

Entre os bancos, Itaú manteve a trajetória de alta de ontem fechando com ganho de 4,61%, aos R$ 24,69. As units do Unibanco aumentaram 4,46%, para R$ 13,79, e o ativo ON do Banco do Brasil aumentou 3,04%, para R$ 12,88.

Na ponta oposta, TAM PN caiu 4,91% para R$ 14,50, e a companheira de setor GOL PN desvalorizou 5,27%, fechando a R$ 7,54. Telesp PN e AmBev PN caíram mais de 4% cada e Sabesp ON e Natura ON perderam outros 3%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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