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Bovespa supera instabilidade externa e avança 1,45%; dólar cai 3,8%

SÃO PAULO - Depois de um breve passeio pelo território negativo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) volta a operar em alta, descolada da instabilidade externa. Após cair mais de 1%, ao redor de 13h, o Ibovespa apresentava alta de 1,45%, aos 36.

Valor Online |

516 pontos. O giro financeiro estava em R$ 1,01 bilhão.

Nos Estados Unidos, o pregão é de baixa, mas as vendas são menos acentuadas em comparação com o observado na abertura dos negócios. Os investidores reagem ao primeiro indicador de atividade do quarto trimestre, e ele não foi positivo. As vendas do varejo caíram 2,8% em outubro, marcando o quarto mês seguido de retração. Esse é o pior resultado da série histórica, iniciada em 1992.

Os agentes também assimilaram o índice de preços de importação, que recuou 4,7% no mês passado, maior declínio desde 1988.

No câmbio, o dólar passa um ajuste de baixa depois da dispara de preço observada ontem. Há pouco, a divisa era negociada a R$ 2,278 na venda, diminuição de 3,80%. Na quinta-feira, a divisa chegou a subir mais de 4%, testando R$ 2,387.

De acordo com o gestor da Vetorial Asset, Sérgio Machado, não tem fundamento que explique os atuais movimentos de mercado. Sinal claro disso foi a disparada das ações na tarde de ontem, que, na visão do especialista, não fez sentido algum.

Para Machado, está difícil saber o que está caro e o que está barato, ou seja, não há parâmetro de preço, pois ninguém consegue traçar um cenário para a economia. " Por enquanto, não tem perspectiva de melhora. Temos muito mais dúvidas do que certezas. "
O especialista considera que a acentuada correção de preços dos últimos meses destruiu uma quantidade enorme de riqueza e grande parte do dinheiro que saiu da Bovespa, seja ele de estrangeiros, fundos ou pessoas físicas, não deve voltar tão cedo.

O gestor também aponta que o Brasil ainda está descolado da gravidade dos problemas que atingem outros países. " Por aqui, a crise está no hall, ainda não entrou na sala " , exemplifica Machado, acreditando que o primeiro semestre de 2009 deve ser bastante ruim para a economia brasileira.

No âmbito corporativo, destaque para os bancos, que confirmavam os ganhos de ontem. Bradesco PN subia 2,31%, a R$ 24,30, Itaú PN aumentava 2,82%, a R$ 26,86, e Banco do Brasil ON valorizava 1,0%, cotado a R$ 14,10.

Sustentando o índice, Petrobras PN avançava 2,27%, para R$ 21,58, e Vale PNA tinha elevação de 2,80%, para R$ 24,92.

Na ponta vendedora, Eletropaulo PNB perdia 6,44%, para R$ 27,60, e o papel ON da Cyrela recuava 5,02%, negociado a R$ 7,37.

(Valor Online)

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