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Bovespa subiu ontem com compras no fim da sessão; dólar avançou

SÃO PAULO - Como sempre acontece quando tem feriado em Nova York, os volumes negociados nos mercados brasileiros foram bastante reduzidos nessa segunda-feira. Como baixa liquidez significa má formação de preço, muitos agentes desconsideram as movimentações em tais dias.

Valor Online |

O destaque ficou com a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que teve um pregão movimentado em função do vencimento de opções sobre ações, que girou R$ 2,1 bilhões, maior exercício desde maio de 2008. Com isso, o volume total negociado ficou US$ 4,92 bilhões.

Outro vencimento, o de índice futuro, que acontece na quarta-feira, ajuda a explicar o comportamento do Ibovespa, que garantiu alta no call de fechamento. Depois de cair mais de 1,5%, o índice terminou a jornada com valorização de 0,40%, aos 41.841 pontos. Vale lembrar que até as 17h55, início do call, o indicador operava em território negativo.

O economista da Infra Asset Management, Fausto Gouveia, avalia que essa puxada de alta nos instantes finais do pregão já pode ser vista como uma tentativa de parte dos agentes de manter o índice em determinado patamar que permita o exercício de seus contratos.

As ações ON e PN da Vale e da Petrobras concentraram o fluxo comprador. Como representam quase 30% do índice, a compra ou a venda desses ativos mexe bastante com a pontuação do Ibovespa.

No câmbio, o volume negociado foi bastante reduzido tanto no interbancário quanto no futuro. Segundo os operadores, os agentes não se arriscam e fechou taxa só quem realmente precisava liquidar operações.

Cabe lembrar também que os estrangeiros - que não operaram ontem - têm expressiva participação nos mercado de dólar futuro, onde suas apostas de alta ou baixa, traduzidas em posições compradas e vendidas, influenciam diretamente no preço à vista.

O dólar comercial fechou negociado a R$ 2,277 na compra e R$ 2,279 na venda, valorização de 0,66%. Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), a moeda avançou 0,64%, fechando a R$ 2,2785. O giro financeiro somou US$ 159,25 milhões, cerca de 28% menor que o observado na sexta-feira. Já o giro interbancário ficou em US$ 520 milhões, contra mais de US$ 4 bilhões na sessão anterior.

Os contratos de juros futuros encerraram sem tendência definida e parte da volatilidade pode ser atribuída ao baixo volume de operações. O número de contratos negociados foi o menor desde 12 de janeiro.

Na agenda do dia, o boletim Focus, do Banco Central (BC), trouxe a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,69% no encerramento do ano, contra 4,73% estimados anteriormente.

Também chamou atenção a nova redução no prognóstico para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a terceira consecutiva. A expectativa de expansão da economia brasileira caiu de 1,7% para 1,5%. Com isso, os agentes também estimam Selic mais baixa, de 10,5% no fechamento do ano, contra 10,75% previstos antes.

Deixando de lado o dia-a-dia, o diretor de gestão da Meta Asset Management, Henrique le La Rocque, aponta que, desde o fim da semana passada, corre pelas mesas que o BC estaria mais preocupado com o desempenho da economia em 2009 depois que um número maior de bancos e consultorias passou a estimar variação negativa para o PIB. O especialista também aponta que essa história elevou as apostas de que o corte na Selic na reunião de março já poderia ser superior a 1 ponto percentual.

Ao fim do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,01 ponto, a 11,02%. Janeiro 2011 avançou 0,03 ponto, para 11,47%, depois de cair a 11,35% na mínima. E janeiro 2012 apontava 11,77%, valorização de 0,11 ponto.

Na ponta curta, o DI para março perdeu 0,02 ponto, precificando 12,63%. O contrato encerrou estável, a 12,23%, e julho de 2009 perdeu 0,04 ponto, projetando 11,51%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 242.805 contratos, equivalentes a R$ 21,47 bilhões (US$ 9,46 bilhões), montante 70% menor que o observado na sexta-feira. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 147.850 contratos, equivalentes a R$ 13,50 bilhões (US$ 5,95 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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