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Bovespa subiu na semana e dólar ficou 1,23% mais barato

SÃO PAULO - A sexta-feira marcou mais um dia de indefinição nos mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tentou pelo quarto dia retomar os 70 mil pontos, mas voltou a perder valor.

Valor Online |

Com rumo mais definido, o dólar comercial marcou nova sessão de baixa. E os juros futuros fecharam com leve queda e elevado volume negociado.

Na agenda do dia, mas indicadores díspares sobre a economia americana. As vendas no varejo apresentam alta de 0,3% em fevereiro. O resultado surpreendeu positivamente, pois o consenso sugeria retração ao redor de 0,2%.

No entanto, o efeito positivo do indicador logo perdeu força, pois a Universidade de Michigan mostrou que o americano está menos otimista neste começo de mês. A leitura preliminar da confiança do consumidor caiu de 73,6 para 72,5. A previsão era de uma leve melhora, para 73,9.

Repetindo o mesmo filme desde a terça-feira, os compradores largaram na frente no pregão de sexta-feira da Bovespa, mas não tiveram fôlego para sustentar o índice acima dos 70 mil pontos até o encerramento do pregão. Ao final da jornada, o Ibovespa apontava baixa de 0,78%, aos 69.341 pontos. O giro foi pequeno, novamente, somando R$ 5,82 bilhões. Na semana, o índice subiu 0,72% e, no mês, tem alta de 4,27%. No ano, a valorização é de 1,10%.

O vencimento de opções sobre ações, que acontece hoje, ajudou a somar instabilidade ao pregão. " Tivemos um movimento morno lá fora, com o mercado parado durante grande parte do pregão. Aqui os agentes também ficaram na expectativa do exercício de opções. Passando o exercício, o índice deve testar os 71 mil pontos, batendo o patamar até o fim de março " , comentou o diretor de renda variável da FinaBank Corretora, Edson Marcellino.

Cabe lembrar que a partir desta segunda-feira, o pregão regular da Bovespa volta a funcionar das 10h às 17h.

Em Wall Street, a sessão foi novamente errática. O Dow Jones ainda subiu 0,12%, mas o S & P 500 e o Nasdaq perderam 0,02% e 0,03%, respectivamente. Na semana, o desempenho dos indicadores foi positivo. O Dow ganhou 0,6%, o S & P avançou 1% e o Nasdaq se valorizou 1,8%.

No câmbio, a trajetória continuou sendo de baixa, mesmo que de forma pouco acentuada. Com quatro dias de queda em cinco pregões, o dólar comercial terminou a semana 1,23% mais barato. No pregão da sexta-feira, a moeda cedeu 0,28%, para R$ 1,765 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar recuou 0,42%, a R$ 1,762. Mas o volume caiu de US$ 132,25 milhões para US$ 23,75 milhões. Já no interbancário, os negócios subiram de US$ 1,6 bilhão para US$ 2,0 bilhões.

O gerente de operações da Terra Futuros, Arnaldo Puccinelli, observou que a desvalorização da moeda ao longo da semana refletiu a entrada de capital externo, tanto de operações de investimentos como ingressos para ofertas de ações. O especialista chamou atenção para a operação da OSX, empresa pré-operacional que quer de R$ 5 bilhões a R$ 9 bilhões para construir um estaleiro.

O especialista também apontou que a divisa segue operando dentro de um canal de baixa criado após a neutralização das preocupações com a questão fiscal da Grécia e de outros países da zona do euro.

Porém, diz o especialista, estamos em ano eleitoral e, cedo ou tarde, o mundo passará por um ajuste de política monetária. " Vale lembrar que o dólar é a primeira coisa que se compra seja qual for a incerteza. "
No mercado de juros futuros, o volume negociado continuou chamando atenção - foram negociados mais de 1 milhão de contratos, o que contribui para visão de falta de consenso sobre a decisão de juros da semana que vem.

Segundo o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, não há elementos concretos que justifiquem uma alta de juros nesta semana. O que acontece é que uma série de eventos, alguns de cunho econômico e outros não, levaram os agentes a adotar posição mais cautelosa.

Ao final da jornada, na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril marcava baixa de 0,01 ponto, a 8,81%. Já julho de 2010 também cedeu 0,01 ponto, para a 9,34%. Ainda entre os curtos, janeiro de 2011 permaneceu estável a 10,52%.

Entre os mais longos, o vértice janeiro de 2012 caía 0,04 ponto, a 11,63%, e janeiro de 2013 também perdia 0,04 ponto, a 11,96%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 1.405.980 contratos, equivalentes a R$ 130,36 bilhões (US$ 73,68 bilhões), declínio de 11% sobre o volume de quinta-feira.

O vencimento para abril de 2010 foi novamente o mais negociado, com 366.405 contratos, equivalentes a R$ 36,46 bilhões (US$ 20,61 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor)

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