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Bovespa subiu e dólar foi a R$ 2,475, maior preço desde junho de 2005

SÃO PAULO - Repetindo a movimentação observada na terça-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) garantiu fechamento em território positivo, o dólar ganhou valor ante o real e os juros futuros encerraram com baixa. Como não poderia ser diferente, os dados econômicos norte-americanos vieram piores do que o esperado. A ADP, empresa que processa folhas de pagamento, registrou o corte de 250 mil postos de trabalho no setor privado no mês passado.

Valor Online |

O instituto de gerentes de compras anunciou forte retração da atividade no setor de serviços e o Livro Bege, do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, apontou fraca atividade nos EUA como um todo.

A reação inicial foi de vendas acentuadas em Wall Street e, conseqüentemente, por aqui. No decorrer do dia, contudo, os investidores deixaram o mau humor de lado e voltaram às compras. Segundo analistas, grande parte dessas indicações negativas já estava embutida no preço dos ativos.

Na Bovespa, o destaque da sessão foram as ações da Petrobras, que subiram mais de 5,5% distorcendo o Ibovespa. O Credit Suisse fez uma grande compra de ativos da estatal recompondo uma posição vendida, segundo informação de operadores. Ao fim da sessão, o Ibovespa registrava valorização de 0,85%, aos 35.296 pontos, e giro financeiro em R$ 3,42 bilhões.

No câmbio, mais um pregão de alta para o dólar, o quinto consecutivo, que levou o preço da moeda para o maior patamar desde 9 de junho de 2005. As atuações do BC no mercado à vista não conseguiram conter o avanço da moeda.

Projeções de mercado apontam saídas de ao menos US$ 7 bilhões para o mês de dezembro. Além disso, segue a pressão dos comprados no mercado futuro, o que acaba contaminando a formação de preço no mercado à vista. O dólar comercial fechou a R$ 2,473 na compra e R$ 2,475 na venda, valorização de 3,46%. Na semana, a divisa estrangeira já ganhou 6,9% ante o real.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o dólar aumentou 2,81%, a R$ 2,474. O giro financeiro somou US$ 286,5 milhões, montante 84% maior que o observado um dia antes. No interbancário, o movimento foi de US$ 2,26 bilhões.

Sem indicadores internos na agenda, os juros futuros operaram na inércia dos pregões passados, com o mercado consolidando a idéia de que o menor crescimento econômico levará o Banco Central (BC) a afrouxar a política monetária.

Na BM & F, os vencimentos voltaram a cair de forma acentuada. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava queda de 0,21 ponto percentual, para 13,72%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,15 ponto, a 14,12%, enquanto janeiro 2012 apontava 14,13%, desvalorização de 0,19 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 registrava baixa de 0,03 ponto, para 13,53%. Julho de 2009 caía 0,11 ponto, projetando 13,76%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 511.340 contratos, equivalentes a R$ 54,60 bilhões (US$ 19,01 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 193.720 contratos, equivalentes a R$ 16,87 bilhões (US$ 7,19 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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