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Bovespa subiu e dólar caiu na sexta apesar de dados ruins nos EUA

SÃO PAULO - A economia norte-americana perdeu 240 mil postos de trabalho em outubro. A General Motors (GM) apresentou prejuízo de US$ 2,5 bilhões no terceiro trimestre e a Ford informou outros US$ 129 milhões de prejuízo.

Valor Online |

Com essas três notícias era de se imaginar que a sexta-feira não seria um dia positivo para os mercados tanto aqui quanto lá fora. No entanto, os investidores passaram por cima do noticiário e seguiram operando na ponta compradora das bolsas de valores, reviram suas apostas favoráveis ao dólar e apostaram em menores taxas de juros.

Segundo analistas brasileiros e norte-americanos, o que direcionou as compras foi a busca por barganhas depois das quedas acentuadas da quarta e quinta-feira. Os fracos indicadores da economia também serviram para alimentar a expectativa de que os bancos centrais ao redor do mundo poderão fazer uma nova rodada de corte de juros.

O pregão também foi marcado por uma expectativa quanto ao pronunciamento do novo presidente dos EUA, Barack Obama. Os agentes esperavam a indicações de nomes para a equipe de governo, o que não aconteceu, mas Obama disse que agirá de forma rápida para conter a crise assim que tomar posse.

Por aqui, a Bovespa começou o dia em alta e sustentou os ganhos até o fim do pregão. Depois de subir mais de 3,5% durante a tarde, as compras perderam um pouco de força no fim da sessão, mas ainda assim o índice subiu 0,83%, encerrando aos 36.665 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,52 bilhões.

Apesar do resultado positivo, o indicador fechou a semana com queda de 1,58% e já acumula baixa de 42,6% em 2008. Da máxima registrada em maio, a desvalorização passa de 50%.

O dólar também teve um pregão de ajuste técnico depois da forte elevação da quinta-feira e encerrou em baixa ante o real. A moeda terminou a semana estável, mas acumula avanço de 21,5% no ano. Operando em queda desde o começo dos negócios, o dólar comercial fechou valendo R$ 2,158 na compra e R$ 2,160 na venda, declínio de 2,04%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda apresentou desvalorização de 2,02%, também para R$ 2,160. O giro financeiro ficou em US$ 153,25 milhões.

Seguindo o dólar e a melhora global de humor, os contratos de juros futuros terminaram apontando para baixo na BM & F. No campo econômico, os agentes receberam o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro, que subiu 0,45%, depois de marcar inflação de 0,26% em setembro.

Ao fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,23 ponto percentual, para 15,24%. Janeiro 2011 recuava 0,17 ponto, para 15,95%, e janeiro 2012 apontava 16,23%, redução de 0,21 ponto.

Na ponta curta dos contratos, dezembro de 2008 marcava 13,55%, decréscimo de 0,06 ponto, enquanto o DI para janeiro de 2009 cedia 0,08 ponto, negociado a 13,70%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 267.665 contratos, equivalentes a R$ 22,52 bilhões (US$ 10,43 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 93.210 contratos, equivalentes a R$ 7,92 bilhões (US$ 3,67 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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