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Bovespa subiu, dólar recuou e juros passaram por correção na sexta

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reverteu as perdas do pregão e fechou em alta. O dólar ficou alinhado ao pessimismo externo e avançou sobre o real.

Valor Online |

A inflação oficial acima do esperado estimulou uma realização de lucros com os contratos de juros futuros. Esse é o resumo dos mercados brasileiros na sexta-feira.

Em Wall Street, o dia começou de forma bastante negativa, com os agentes reagindo aos fracos resultados trimestrais da General Electric (GE) e Xerox. No decorrer o dia, o humor mudou um pouco, mas ainda assim o Dow Jones perdeu 0,56%. O Nasdaq indiciou uma retomada em cima das ações do Google e fechou com alta de 0,81%. Os bancos ganharam fôlego impulsionando uma valorização de 0,54% para o S & P 500.

No lado político, o presidente dos EUA, Barack Obama, pressionou os congressistas para aprovarem um plano de estímulo de US$ 825 bilhões. Na sexta-feira à tarde, o presidente do Comitê Financeiro do Senado, Max Baucus, anunciou projeto de US$ 275 bilhões em renúncia fiscal e investimentos. A previsão é de que o plano, que faz parte do pacote desenhado pela equipe de Obama, seja debatido e votado na terça-feira.

Por aqui, a retomada veio com os papéis da Vale e dos bancos e o Ibovespa transformou uma perda de 3% em avanço de 0,63%, garantindo fechamento aos 38.132 pontos. O giro financeiro somou R$ 3,23 bilhões. O ganho não foi maior porque as ações da Petrobras fecharam em território negativo. Mesmo assim, o indicador terminou a semana valendo 3,07% menos. No ano, a variação acumulada é positiva em 1,55%.

O dólar não escapou da piora de ambiente externo e os negócios com a moeda já tinham encerrado quando as bolsas mudaram de direção. Assim, a moeda subiu 0,42%, valendo R$ 2,339 na compra e R$ 2,341 na venda. Ainda assim, a divisa fechou a semana com leve baixa, de 0,09%. No ano, o ganho ainda é de 0,30%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda teve valorização de 0,39%, a R$ 2,339. O giro financeiro somou US$ 224,75 milhões, mais de duas vezes maior que o observado na quinta-feira. No interbancário o movimento foi de US$ 2,4 bilhões, considerado normal.

Para o gerente de operações de câmbio da Concórdia Corretora, Luiz Roberto Piason, há uma grande resistência no patamar de R$ 2,30 e parte disso pode ser atribuída ao posicionamento dos investidores no mercado futuro de dólar.

As posições compradas (apostas contra o real) não aumentam, mas os agentes também não se mostram dispostos a virar a mão. Com isso, o dólar " anda de lado.

Piason lembra também que a semana tem instabilidade garantida pela apostas para a formação da Ptax (média das cotações utilizada para liquidar os contratos futuros na BM & F).

O Banco Central (BC) seguiu com as atuações diárias no mercado de câmbio, vendendo moeda a R$ 2,3577. A autoridade monetária também sondou e confirmou novo leilão para rolagem de swaps que vencem em fevereiro.

No mercado de juros futuros, a alta de 0,40% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de janeiro pegou os agentes de surpresa, ficando acima do teto das expectativas. O indicador estimulou uma realização de lucros, mas não teve força suficiente para demover do mercado a expectativa de que o BC seguirá cortando a taxa básica de juros de forma acentuada. As apostas ainda se concentram entre redução de 0,75 ponto e 1 ponto percentual na reunião de março.

Ao fim do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com alta de 0,14 ponto, a 11,26%. O contrato para janeiro 2011 aumentou 0,22 ponto, para 11,37%, e janeiro 2012 apontava 11,51%, valorização de 0,24 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,63%, leve baixa de 0,01 ponto. O vencimento para março fechou estável, a 12,62%, e Julho de 2009 ganhou 0,05 ponto, para 11,75% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 614.375 contratos, equivalentes a R$ 54,43 bilhões (US$ 23,36 bilhões), pouco mais da metade do registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 300.875 contratos, equivalentes a R$ 27,25 bilhões (US$ 11,69 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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