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Bovespa subiu 1,08% e dólar caiu 0,23% na sexta-feira

SÃO PAULO - Sem indicadores relevantes na agenda e espremido entre o feriado de Natal e um fim de semana, o mercado financeiro brasileiro teve um pregão volátil e de pouquíssimos negócios na sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) mostrou forte volatilidade na sessão de menor volume financeiro neste ano e o dólar oscilou também várias vezes entre os territórios negativo e positivo.

Valor Online |

Apenas as taxas de juros negociadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros sustentaram trajetória contínua de queda no dia.

O Ibovespa fechou em alta de 1,08%, aos 36.864 pontos e giro financeiro de R$ 1,192 bilhão. No acumulado da semana o índice caiu 5,79%, embora ainda mostre valorização de 0,74% no mês de dezembro. Já no ano, a baixa acumulada é de 42,30%.

O dólar encerrou cotado a R$ 2,368 para a compra e R$ 2,370 para a venda, com queda de 0,34% em relação ao pregão anterior. O giro interbancário movimentou US$ 1,159 bilhão. Na semana a divisa somou alta de 0,42%, tendo acumulado valorização de 2,38% no mês até hoje e de 33,37% no ano.

Os agentes do segmento atribuíram o movimento errático do índice à falta de volume financeiro e também de notícias. Felipe Casotti, economista do setor de renda variável da Máxima Asset Management, lembra que as variações domésticas acompanharam de perto os altos e baixos de Wall Street, onde os índices também fecharam com ganhos.

Os agentes citam como estímulo de alta a valorização do petróleo na sexta-feira, o que deu motivos para a compra dos papéis da Petrobras, que haviam sofrido baixa durante cinco dias seguidos. As ações PN da Petrobras avançaram 3,63% (R$ 22,80).

Também contou pontos um esforço adicional dos investidores em fazer com que o índice feche o ano com pontuação um pouco melhor. Se encerrar dezembro no vermelho, terá sido o sétimo mês consecutivo de baixa para o Ibovespa.

O que impediu ganhos mais relevantes para o índice local foi a queda em bloco das ações do setor bancário. Kelly Trentin, analista de Investimentos da corretora SLW, acredita que as ações perderam valor devido ao aumento das apostas de corte de juro mais rápido e mais forte no curto prazo.

Com o risco de importar uma forte desaceleração, e com a inflação dando mostras de acomodação rumo à meta, a leitura de economistas e analistas é de que o Banco Central terá de adotar posição mais flexível na condução da política monetária e reduzir o juro. Assim, as ações PN do Bradesco caíram 2,24% (R$ 22,32); Banco do Brasil ON zerou a perda no final e fechou estável em R$ 14 e Itaú PN recuou 0,42% (25,90).

No câmbio doméstico, a queda do dólar ao final da jornada deu continuidade à trajetória observada na quarta-feira. Sem companhias de peso e bancos grandes participando do pregão, as transações foram exíguas na sexta-feira. Analistas de câmbio avaliam que as variações desta semana nada têm a ver com fundamentos e que a tendência da moeda ainda é de valorização, dadas as condições ainda reduzidas de liquidez global.

João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer, lembra que muitos contratos de importação ainda precisam ser honrados e têm um diferencial muito grande agora em relação ao momento da compra da mercadoria.

" O pessoal tinha esperança de que o dólar voltasse (a cair), mas agora em janeiro vai ter muita empresa comprando para pagar compromissos de importação. Há uma grande diferença entre o volume de importação contratada e a mercadoria efetivamente desembarcada " , diz Medeiros, lembrando que tais compras devem garantir novas altas para a moeda.

Movimento mais constante foi notado entre os contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) na Bolsa de Mercadorias & Futuros, onde as taxas reforçaram a trajetória de baixa observada nos pregões da semana passada. Ainda que a liquidez tenha sido pequena, os agentes avaliam que essa tendência continua coerente com as apostas do mercado de redução de juros para breve.

O contrato de juros com vencimento em janeiro de 2010 fechou estável, a 12,28% ao ano. O vencimento para janeiro do ano seguinte encerrou a 12,40%, em queda de 0,07 ponto percentual e o DI para janeiro de 2012 cedeu 0,04 ponto para uma taxa anual de 12,63%.

Entre os vencimentos mais curtos, janeiro de 2009 encerrou a 13,48% ao ano, com recuo de 0,04 ponto percentual. Fevereiro do ano que vem caiu 0,02 ponto, para 13,37%. Julho de 2009 projetou juro a 12,72%, com declínio de 0,03 ponto percentual.

O vice-presidente de Tesouraria do Banco West LB, Ures Folchini, acredita que as taxas de juros continuam refletindo apostas contínuas em corte de juros. Desde a divulgação do relatório trimestral de inflação do Banco Central, há uma semana, os agentes estão reforçando as apostas de que o corte de juros ocorrerá já em janeiro, com diminuição entre 0,25 ponto e 0,50 ponto percentual.

" Já há contratos que permitem notar a discussão em torno de um corte de magnitude maior, entre 0,50 ponto e 0,75 ponto percentual " , diz, lembrando que não se discute mais uma eventual manutenção da taxa.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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