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Bovespa sobe mais de 6% nos primeiros 15 minutos

O índice Bovespa abriu em forte alta e avançava mais de 6% nos primeiros minutos de pregão. A Bolsa brasileira embarcou na recuperação técnica das bolsas ao redor do mundo, com os investidores aproveitando os preços baixos dos papéis para recompor parte das pesadas perdas dos últimos dias.

Agência Estado |

Os ganhos na Ásia - o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio subiu 6,4% e a Bolsa de Hong Kong disparou 14,35% - se estendem pela Europa, onde a Bolsa de Frankfurt registrava alta de mais de 8% enquanto as de Paris e Londres registravam ganhos superiores a 3%. Em Nova York, após terem fechado ontem na menor pontuação em cinco anos e meio, os índices futuros de ações mostram recuperação ao redor de 4%.

Às 11h15, o Ibovespa registrava alta de 6,48% a 31.341 pontos. Mas essa reação do mercado não chega a empolgar os investidores, que vêem essa alta de hoje apenas com uma correção técnica. A preocupação com os efeitos da recessão global na economia no resultado das empresas ainda deve causar novos estragos à Bovespa. Análise gráfica feita pela Lopes Filho & Associados, mostra que o Ibovespa pode alcançar entre 29 mil 27 mil pontos no curto prazo, admitindo a possibilidade de extensão desse movimento até mais ou menos os 25 mil pontos, após ter consolidado ontem a tendência de baixa iniciada em maio.

Nas condições atuais de mercado, de alta volatilidade, recuar de 30 mil para 27 mil pontos, não é difícil. Representaria uma queda de 10%, que pode ser diluída em dois pregões. Para o analista da Alpes Corretora, Fausto Gouveia, no patamar atual em que se encontra o Ibovespa - ontem fechou na mínima do dia, em queda de 6,50%, aos 29.435 pontos, voltando aos níveis de preços de exatos três anos atrás - e não há mais tanto espaço para cair muito. Por isso, diz ele, o ideal é o investidor ir retomando as compras aos poucos porque vai ser difícil perceber o fundo do poço.

Por ser final de mês, há a possibilidade de um rali nas bolsas, com os administradores de carteiras tentando dar uma puxada nos preços das ações para reduzir, pelo menos um pouco, as perdas em outubro. Com a queda de ontem, a Bovespa emendou o seu quinto pregão consecutivo de baixa, resultando numa perda de 40% só neste mês de outubro e de 53,93% no acumulado do ano.

A melhora nas bolsas está chamando compras também no mercado de commodities (matérias-primas). O petróleo é negociado acima de US$ 64 o barril esta manhã na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), alta de pouco mais de 2%. Comentários sobre um novo encontro emergencial da Opep antes da reunião agendada para dezembro também davam sustentação para a alta da commodity. Em Londres, o níquel tinha valorização de 6,3% e o cobre para três meses subia 2%.

Esse alívio na abertura terá ainda que passar pelo teste dos indicadores econômicos nos EUA. Às 12 horas, será divulgado o dado de Confiança do Consumidor do Conference Board e a atividade industrial regional do Fed de Richmond.

No cenário interno, o destaque corporativo é a Perdigão, que divulga balanço do terceiro trimestre após o fechamento do mercado. Nesta manhã, o Banco Santander Brasil anunciou lucro líquido de R$ 496,852 milhões no terceiro trimestre, aumento de 44,09% sobre igual período de 2007. O banco informou que a exposição cambial de clientes é de R$ 1,42 bilhão com o dólar a R$ 2,25.

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