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Bovespa sobe mais de 5% com bom humor externo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está começando bem a semana da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), repercutindo o bom humor externo. O índice Bovespa abriu o pregão regular em alta e avançava 5,15% a 37.

Agência Estado |

167 pontos, às 11h12. Os investidores amanheceram um pouco mais confiantes no futuro após o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, ter sinalizado uma ajuda emergencial ao setor automotivo e anunciado um plano de estímulo à economia, que prevê investimento histórico em infra-estrutura e com o objetivo de salvar ou criar 2,5 milhões de empregos.

As bolsas asiáticas fecharam com forte alta nesta segunda-feira, impulsionadas o bom desempenho de Wall Street na sexta-feira e os anúncios feitos sábado por Obama e por pacotes econômicos na Índia. Para analistas, também houve influência dos fundos mútuos, que tipicamente compram ações perto do fim do ano para melhoria do portfólio. A Bolsa de Hong Kong disparou 8,7% e o índice Xangai Composto avançou 3,6%. Esse otimismo se estende á Europa, onde a Bolsa de Londres subia 4,62%, a de Paris avançava 6,23% e a de Frankfurt ganhava 5,78%.

Sem o risco de más notícias do lado macroeconômico nos EUA, já que hoje não está previsto nenhum indicador, os índices futuros de ações em Nova York sobem mais de 2,5%, dando seqüência à jornada positiva de sexta-feira, mesmo depois do corte de 533 mil empregos em novembro anunciado na sexta-feira.

Também ajuda a compor o clima favorável a recuperação dos preços das matérias-primas (commodities), o que deve garantir uma abertura forte para as ações de Petrobras e Vale. O petróleo leve, negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), registra valorização de 7,25%, na faixa de US$ 43,77 o barril, às 11h10, depois de bater na sexta-feira nova mínima em 2008, de US$ 40,50 por barril. As ações preferenciais da Petrobras subiam 5,40% e as ordinárias, 5,58%. Vale PNA avançava 5,16%.

O petróleo sobe estimulado pelos ganhos nas bolsa e também com a informação de que a Saudi Aramco, estatal petrolífera da Arábia Saudita, pretende cortar entre 7% e 10% da alocação de petróleo para seus clientes. Há a expectativa de que a Opep anuncie um corte expressivo na produção, até mesmo antes da reunião deste mês. No sábado, o presidente da Opep, Chakib Khelil, sinalizou com um corte "severo" de produção de petróleo.

A notícia de que a Petrobras negocia um empréstimo de US$ 10 bilhões com a China para investimentos no pré-sal, segundo o Ministério das Minas e Energia, é vista pelos analistas como positiva para a estatal.

As ações da Vale e das siderúrgicas também tendem a ser beneficiar do ambiente externo mais favorável e da alta dos contratos futuros de metais básicos em Londres, mas talvez com menos intensidade. Essa recuperação dos preços, vista também como ajuste de carteiras, não apaga o enfraquecimento da demanda, que deve continuar pressionando as cotações. Por causa da contração da demanda global, a Vale anunciou nesta manhã que suspendeu as operações de pelotas em duas unidades no Espírito Santo.

Negociações informais sobre os preços de contrato do minério de ferro já começaram entre a Associação de Aço e Ferro da China (Cisa, na sigla em inglês) e as mineradoras Vale, Rio Tinto e BHP Billiton. A China estaria pressionando para que estas companhias aceitem que o nível das cotações registrado em 1994 está de acordo com a magnitude da queda dos preços de aço. A volta aos níveis de 1994 significaria um declínio de cerca de 80% em relação aos patamares de hoje.

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