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Bovespa sobe mais de 4,5%; Ganho na semana passa de 16%

SÃO PAULO - Apoiada na alta no preço das commodities, ações de bancos e rumores sobre vendas de empresas, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) garantiu o terceiro pregão seguido de alta e passou a acumular alta de 16,7% na semana. Ao final da quarta-feira, o Ibovespa apontava valorização de 4,76%, aos 36.

Valor Online |

469 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,5 bilhões, o maior em duas semanas. Com isso, as perdas no mês foram reduzidas a 2,11%.

A valorização nas bolsas norte-americanas, que rumam para o quarto dia seguido de alta, também contribui para as compras. Depois de um começo de pregão instável em função de uma rodada de indicadores econômicos negativos, os investidores retomaram a montagem de posições. Com cerca de meia hora para o fechamento do pregão, o Dow Jones ganhava 2,73%, enquanto o Nasdaq subia 4,09%.

Segundo o economista do setor de renda variável da Máxima Asset Máxima, Felipe Casotti, os investidores tanto aqui quanto lá fora passaram por cima das notícias negativas, algo pouco comum tendo em vista que dados pouco animadores vinham estimulando correções acentuadas.

De acordo com o especialista, grande parte do tom positivo do dia veio com um corte na taxa de juros e redução do compulsório na China. Tal notícia também contribuiu para a valorização no preço das commodities, o que puxou algumas das principais ações do índice.

O papel PN da Petrobras liderou o volume negociado e fechou com alta de 5,99%, a R$ 20,52, e Vale PNA avançou 2,21%, para R$ 24,43. Entre as siderúrgicas, Gerdau PN disparou 12,33%, para R$ 14,48 e CSN ON aumentou 5,39%, para R$ 25,57.

Casotti também aponta que o novo discurso do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, contribuiu para a melhora de humor, gerando expectativa positiva quanto aos planos econômicos do no novo governo. Obama anunciou, hoje, um conselho de especialistas econômicos que será liderado pelo ex-presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Paul Volcker.

O economista também aponta que os ganhos recentes não são garantia de tendência ou menor instabilidade. Casotti lembra que o mercado vem ganhando fôlego em cima do anúncio de pacotes econômicos, como o de US$ 800 bilhões anunciado ontem nos EUA, e o de 200 bilhões de euros feito hoje na União Européia.

De maneira geral os indicadores econômicos continuam se deteriorando, o que, segundo Casotti, indica que a recuperação da crise não vai ser tão rápida como se esperava.

De volta ao âmbito corporativo, os bancos voltaram a subir forte, acompanhando seus pares internacionais. Itaú PN avançou 7,33%, para R$ 26,50, Bradesco PN aumentou 5,68%, para R$ 23,60, e as units do Unibanco ganharam 5,14%, fechando a R$ 14,50.

A ação PN da Sadia teve mais um pregão de acentuada instabilidade. O papel oscilou entre o território negativo e alta de 18,8%, antes de encerrar a R$ 3,36, com ganho de 0,26%. A empresa negou os rumores de venda para a Nestlé que circulavam desde ontem.

Também impulsionado por expectativa de venda, os ativos da operadora TIM tiveram acentuada alta. O papel ON ganhou 18,44%, para R$ 7,0, e o PN subiu 11,84, a R$ 3,87. Um jornal italiano informou que o conselho de administração da Telecom Itália estuda a venda da operadora de telefonia celular brasileira para a Telefónica.

O papel ON do frigorífico JBS disparou 18,38%, para R$ 4,70, no final do pregão, depois que saíram notícias indicando que a União Européia voltará a importar de carne de três estados, entre eles Mato Grosso.

Ganho expressivo, de 16,02%, para as units da ALL Logística, que valem R$ 11,80. Gafisa ON subiu 15%, para R$ 9,09, e Telemar Norte Leste PNA aumentou 10,09%, fechando a R$ 56,15.

Na ponta vendedora, Souza Cruz ON perdeu 5,88%, para R$ 48,00, e o papel PN da AmBev recuou 3,18%, para R$ 96,20. A companhia teve a perspectiva de rating reduzida de positiva para estável pela Moody ? s.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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