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Bovespa sobe mais de 3% apoiada em novo plano do Fed

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) firma posição em território positivo, deixando de lado a instabilidade observada no começo do pregão. Por volta das 13h10, o Ibovespa aumentava 3,18%, para 35.

Valor Online |

276 pontos, com giro financeiro em R$ 1,34 bilhão.

As compras ganharam novo fôlego depois que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, tomou medidas para estimular o crédito ao consumidor e às pequenas empresas. O plano soma mais de US$ 800 bilhões.

As medidas também garantem mais um dia de valorização em Wall Street, onde Dow Jones tinha elevação de 1,89%, e dão rumo para os índices na Europa, onde as altas superavam 1%.

A mudança de humor patrocinada pelo Fed também tem efeito sobre a taxa de câmbio. Depois de subir a R$ 2,371 na máxima da manhã, há pouco, o dólar era negociado a R$ 2,296 na venda, queda de 1,24%.

Com uma nova linha, batizada de Term Asset-Backed Securities Loan Facility (TALF), o Fed irá emprestar até US$ 200 bilhões ao mercado de securitização e Asset-Backed Securities (ABS, instrumento lastreado por ativos financeiros) originados por empréstimos estudantis, financiamento de automóveis e crédito aos pequenos negócios.

O economista-chefe da consultoria UpTrend, Jason Vieira, explica que, com essa medida, o Fed pretende garantir a liquidez no mercado de derivativos de crédito e, assim, estimular a originação de empréstimos para consumo. " O Fed quer gerar liquidez e tentar fazer a roda do consumo voltar a girar " , notou.

A outra parte do plano prevê a compra de US$ 600 bilhões em ativos hipotecários originados pela Fannie Mae, Freedie Mac e outras empresas patrocinadas pelo governo. Segundo Vieira, com tal iniciativa, o Fed faz uma limpeza no mercado de ativos hipotecários e permite que as negociações com esses papéis voltem a acontecer.

Ainda de acordo com o economista, o pacote também prevê US$ 20 bilhões para o segmento de derivativos de cartões de crédito, afastando a preocupação com um novo " subprime " nesse segmento de mercado.

De acordo com Vieira, essas ações do Fed deram nova direção ao pregão, pois o dia se desenhava como de realização de lucros seguindo os acentuados ganhos de ontem.

O economista também aponta que o plano tirou a importância da divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre. Os dados revisados apontaram retração de 0,5% contra leitura inicial de baixa de 0,3%.

De volta à Bovespa, Vale PNA puxava os ganhos do dia ao avançar 3,88%, para R$ 24,33. Petrobras PN subia 0,575, saindo a R$ 19,34. Bom desempenho para o papel ON da BM & F & Bovespa, que aumentava 5,76%, a R$ 4,59.

Entre as siderúrgicas, destaque para o papel PN da Gerdau, que registrava valorização de 4,14%, a R$ 12,80. A queda na demanda levou a siderúrgica a cortar a produção em duas unidades - a Gerdau Açominas, em Minas Gerais, e na Siderperú, no norte do Peru. A empresa afirma que atenderá aos pedidos com o próprio estoque.

Os bancos também ampliavam os ganhos de ontem. Itaú PN subia 2,96%, para R$ 24,27, Bradesco PN verificava alta de 1,23%, para R$ 22,12, e as units do Unibanco valiam R$ 13,50, com acréscimo de 2,27%.

Na ponta vendedora, AmBev PN caía 4,03%, para R$ 99,63, e Souza Cruz ON recuava 3,56%, saindo a R$ 50,05. Gol PN, TAM PN e Eletropaulo PNB também perdiam valor, mas as quedas não chegavam a 1%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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