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Bovespa sobe mais de 2% e bate os 42 mil pontos

SÃO PAULO - Os investidores continuam firmes na ponta compradora da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que tenta firmar posição acima dos 42 mil pontos. Em alta desde o começo do pregão, por volta das 13h10, o Ibovespa subia 2,28%, aos 42.

Valor Online |

046 pontos, com giro financeiro em R$ 1,85 bilhão. Com tal pontuação, o ganho acumulado na semana fica em 6,9%.

Na avaliação do sócio-gestor da Nobel Asset Management, André Spolidoro, essa puxada de alta na Bovespa está apoiada na melhora de alguns indicadores relacionados ao mercado de commodities. Cabe destacar que 60% do Ibovespa é composto por papéis relacionados às matérias-primas.

No período mais agudo de crise, os preços perderam referência, mas alguns produtos, entre eles o minério de ferro, começaram a se estabilizar. Isso ajuda a explicar o forte desempenho das ações do setor recentemente, entre elas a Vale.

O especialista lembra que o minério, que bateu máxima a US$ 180 a tonelada no mercado spot do porto da China, chegou a cair para US$ 60, mas hoje já é negociado na casa dos US$ 80 por tonelada.

Além disso, de um mês para cá, há um aumento no preço do frete, que já dobrou de preço de US$ 8 por tonelada para US$ 16 por tonelada. " O que mostra que tem um volume maior de exportação de minério " , notou Spolidoro.

Contribuindo para a melhora de perspectiva para as matérias-primas, os índices de estoque na China também passaram a recuar.

Apesar de todos esses fatores, Spolidoro alerta que os preços atuais não podem ser considerados como valores de equilíbrio, ou seja, quedas adicionais não podem ser descartadas.

Os ajustes são técnicos e estão mais relacionados ao controle de oferta, diz o especialista, lembrando que a Vale cortou fortemente sua produção assim como outras mineradoras ao redor do globo.

No entanto, tal movimento não deixa de ser positivo, pois aumenta o poder de barganha da Vale, que, em breve, negocia os contratos anuais de fornecimento com os asiáticos.

Tirando um pouco o foco das commodities, Spolidoro aponta que, apesar da melhora de humor e dos ganhos recentes, não é possível falar em mudança de tendência na Bovespa. O que impede isso são os fundamentos econômicos negativos e um mercado de crédito ainda restritivo.

Outro ponto destacado pelo gestor é a percepção de que o investidor estrangeiro mostra maior apetite pelas ações brasileiras. Os dados na Bovespa, até o dia 3 de fevereiro, mostram isso. Em dois pregões o saldo de negociação direta estava positivo em R$ 262 milhões.

No âmbito corporativo, o destaque pelo quarto dia seguido segue com as ações da Vale. Há pouco, o papel PN subia 2,20%, a R$ 32,04, e o ON ganhava 2,67%, para R$ 37,94. Como segundo maior volume do dia, Petrobras PN era negociada a R$ 26,44, o que representa valorização de 1,69%.

Seguindo os pares externos, os bancos seguem forte. O setor ganhou fôlego com os agentes aguardando o novo plano de resgate que será anunciado segunda-feira nos Estados Unidos. Bradesco PN subia 4,16%, a R$ 22,49, e Itaú PN aumentava 4,09%, a R$ 25,41.

As siderúrgicas também continuam operando em alta. O ativo ON da CSN subia 3,61%, saindo a R$ 40,15, e o papel PNA da Usiminas ganhava 3,43%, para R$ 31,95.

Na ponta vendedora, Celesc PNA diminuía 2,80%, para R$ 32,56, Perdigão ON recuava 2,45%, para R$ 30,58, e TIM Part ON cedia 1,98%, a R$ 6,42.

O dia também é positivo em Wall Street, onde investidores deixam de lado os números negativos sobre o mercado de trabalho. Há pouco, Dow Jones ganhava 1,49%, enquanto o Nasdaq subia 1,57%.

Segundo o Departamento de Trabalho dos EUA, foram fechadas 598 mil vagas no mês passado, mais do que o esperado e pior resultado desde 1974. Já a taxa de desemprego aumentou para 7,6% perante os 7,2% de dezembro de 2008.

No mercado de câmbio, o dólar firma tendência de baixa, com a melhora de humor externo estimulando o desmanche de posições defensivas. Há pouco, a divisa estava a R$ 2,265 na venda, queda de 1%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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