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Bovespa sobe com alta do petróleo no exterior

A um pregão do fim de 2008, a Bolsa de Valores de São Paulo tem uma segunda-feira de alta. A disparada nas cotações do petróleo e a deflação de 0,13% registrada pelo Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) de dezembro sustentam a valorização de 1,01%, aos 37.236 pontos, registrada às 12h28 pelo Ibovespa, principal índice de ações do mercado paulista.

Agência Estado |

 

A Bolsa é puxada principalmente pelas ações da Petrobras, que apareciam entre as maiores altas do Ibovespa. As preferenciais subiam 4,36%.

No exterior, o petróleo para entrega em fevereiro negociado em Nova York subia mais de 6%, com o barril cotado acima dos US$ 40, diante do aumento da tensão geopolítica no Oriente Médio e da expectativa de que mais membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciem cortes no fornecimento da matéria-prima.

Na quinta-feira passada, os Emirados Árabes Unidos decidiram reduzir os embarques de petróleo em fevereiro, o primeiro membro da Opep a anunciar uma medida efetiva entre os integrantes do cartel para sustentar o mercado.

Com isso, as principais bolsas do exterior operam em alta, em meio ao baixo volume de negócios, tendo como carro-chefe as petrolíferas. British Petroleum e Royal Dutch Shell subiam mais de 4%.

O setor de mineração, um dos mais prejudicados pela crise econômica este ano, também apresentava bom desempenho. Anglo American ganhava quase 7%, BHP Billiton subia mais de 5% e Rio Tinto avançava 6,5%. Essa alta se estende às ações da Vale, que vêm sendo duramente castigadas. Hoje os papéis sobem 2,09%.

As ações das companhias aéreas TAM e Gol, ao contrário, recuam. As ações preferenciais da TAM cediam 4,41% e as da Gol, 3,53%. Os papéis das duas empresas seguem o caminho oposto ao do petróleo. Parte relevante dos custos das companhias aéreas está no querosene de aviação, que tem seu preço ajustado levando-se em conta, entre outros fatores, a oscilação mensal do petróleo no exterior.

Os investidores domésticos receberam bem o resultado do IGP-M de dezembro, anunciado logo cedo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A deflação de 0,13% no mês ratifica a probabilidade de corte de juro na reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Atualmente, a taxa básica da economia brasileira está em 13,75% ao ano. Lá fora, o único dado previsto para esta segunda-feira é o índice de atividade industrial de novembro do meio-oeste, medido pelo Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) de Chicago.

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