Embalado pela melhora do mercado global, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) subiu 7,18% em março e liderou o ranking dos investimentos do mês passado. Foi a maior valorização mensal do índice desde abril de 2008.

O principal termômetro da Bolsa brasileira também ficou em primeiro lugar no levantamento trimestral, com ganhos de 8,99%. O lanterna do mês foi o ouro, com perda de 4,29%. No trimestre, o dólar, que recuou 0,73%. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), índice de inflação usado como parâmetro para o ranking, caiu 0,74% no mês e 0,92% no ano.

Uma leitura apressada pode dar ao investidor a impressão de que o pior da crise financeira mundial ficou para trás. Analistas avisam, porém, que as cotações devem permanecer voláteis por um bom tempo - nenhum se arrisca a dizer quanto, em razão da dificuldade para a elaboração de cenários. Com isso, a orientação é manter-se longe das aplicações de risco, como a Bolsa de Valores. "A verdade é que temos hoje um imenso ponto de interrogação", diz o coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), William Eid Júnior. "Ninguém sabe quanto tempo a economia global levará para se recuperar." Esse cenário, argumenta, é desfavorável para investir em ações. "A não ser que a pessoa tenha muito sangue-frio", frisa.

O administrador de investimentos Fabio Colombo concorda. "No dia 9 de março, as bolsas internacionais atingiram as cotações mínimas dos últimos anos. Começaram a se recuperar por causa de um discurso otimista do (presidente dos Estados Unidos, Barack) Obama e do Plano do (secretário do Tesouro norte-americano, Timothy) Geithner (para salvar os bancos dos EUA)", lembra.

Renda fixa

Tanto Colombo quanto Eid Jr. acreditam que o momento é propício para aplicações em renda fixa, seja por meio do Tesouro Direto, de fundos de investimento ou Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) de grandes bancos. "As aplicações atreladas a juros melhoraram muito por causa da forte queda da inflação", diz Colombo, lembrando que o investidor deve sempre mirar o retorno real, que desconta a inflação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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