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Bovespa sobe 2,95% com melhora no exterior e petróleo

O índice Bovespa abriu em alta hoje e avançava 2,95% a 37.472 pontos, às 11h10, na esteira da alta das bolsas no exterior e da recuperação do preço do petróleo.

Agência Estado |

Por causa do início do horário de verão, o mercado de ações brasileiro está abrindo uma hora mais tarde, às 11 horas, o pregão regular, que vai até as 18 horas. Na semana passada, a Bolsa de Valores de São Paulo conseguiu, apesar de toda a volatilidade, encerrar com valorização de 2,2% - a primeira alta semanal em mais de um mês. A expectativa é de que os preços vão continuar alternando altas e baixas, mas o foco do mercado começa a mudar, dando mais ênfase aos indicadores econômicos e aos resultados corporativos.

Os investidores começam a segunda-feira um pouco menos avessos ao risco após alguns países anunciarem medidas para combater a crise. Os governos da Suécia, Holanda e Coréia do Sul adotaram medidas para estabilizar o sistema financeiro e estimular a economia.

Na Índia, o banco central promoveu hoje um inesperado corte de 1 ponto porcentual na taxa de recompra, que passou para 8% ao ano, com entrada imediata em vigor. Já a China desacelerou o crescimento de sua economia para 9% no terceiro trimestre, ante mesmo intervalo do ano passado. O resultado foi inferior à alta de 10,1% do segundo trimestre.

Para a Bovespa, é muito importante a reação do petróleo, por causa das ações da Petrobras. O preço da commodity subia quase 3% nesta manhã embalado pela expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fará um corte nas cotas de produção em uma reunião marcada para sexta-feira. As ações preferenciais da Petrobras registravam valorização de 3,09% e as ordinárias, +4,70%, no início deste pregão.

As ações da Vale estão suscetíveis às expectativas em torno da divulgação do balanço do terceiro trimestre na quinta-feira, dia 23. Vale registrava alta de 2,81%. No setor de siderurgia, continuam as notícias sobre queda de preços em razão da demanda mais fraca. A Baosteel, maior siderúrgica da China em produção, planeja uma nova redução de preços em dezembro - que será a terceira rodada de cortes neste ano - e outras companhias provavelmente seguirão o movimento. No mercado à vista, os preços do aço na China caíram mais de 40% em relação aos recordes de alta atingidos em junho, principalmente em razão da queda da demanda para comercialização e distribuição. Com os investidores já vêm precificando uma queda nos preços do aço o efeito negativo dessa notícia nos papéis do setor de siderurgia pode ser contido.

O mercado espera um vencimento "morto" de opções sobre ações hoje na Bovespa porque os principais papéis do exercício, Vale e Petrobras, "viraram pó". O vencimento anterior, do dia 15 de setembro, movimentou R$ 1,167 bilhão.

No front interno, as atenções se voltam para o leilão de dólares do Banco Central no final da tarde, voltado exclusivamente para as empresas exportadoras.

Nos Estados Unidos, o destaque é o depoimento do presidente do Fed, Ben Bernanke, a partir das 12h sobre o tema "recuperação econômica: opções e desafios", em audiência do Comitê de Orçamento da Câmara. Além disso, às 12 horas, sai o índice de indicadores antecedentes de setembro. Após o fechamento, sai o balanço trimestral da Texas Instruments.

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