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Bovespa sobe 2,34% seguindo alívio de bolsas mundiais

Depois de dois circuit breakers, em que o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ficou paralisado por uma hora e meia ontem, tendo registrado no auge do pânico queda de 15,5%, o mercado brasileiro de ações ensaia recuperação hoje na abertura, na esteira das bolsas no exterior. O índice Bovespa apresenta volatilidade nos primeiros negócios.

Agência Estado |

Começou os negócios em baixa, foi até a mínima de -0,46%, inverteu o sinal, subiu até +2,35% e às 10h27 operava em alta de 2,34% a 43.085 pontos. O Ibovespa tenta acompanhar a melhora dos índices futuros em Nova York e das bolsas européias.

Na avaliação do analista da Alpes Corretora, Fausto Gouveia, a Bolsa brasileira pode ter uma ajuste negativo na abertura em reação à tentativa de melhora esboçada pelo mercado ontem, perto do fechamento. No final das contas, o Ibovespa encerrou o pregão de ontem em baixa de 5,43%. "Não teve motivo para o mercado ter reduzido tanto as perdas no final do dia e pode ter um ajuste hoje na abertura", disse ele.

Mas, segundo analista, o que o mercado vai olhar hoje é abertura do pregão regular em Nova York e acompanhar com atenção o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, que fala às 14h15, sobre "perspectiva econômica e mercados financeiros" em Washington. Às 15 horas sai a ata da última reunião do Fed.

Na Europa, as atenções se voltam, às 10h30, para o discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, durante a conferência sobre políticas globais na França.

A expectativa de que haverá uma ação emergencial de redução das taxas de juros por parte dos principais bancos centrais do mundo alimenta a recuperação das bolsas na Europa e nos EUA. Nesta manhã, o Fed anunciou uma linha para ajudar o mercado de commercial papers, o que animou mais os investidores de maneira geral. Além disso, a França informou que vai garantir 100% dos depósitos.

Hoje, os ministros das Finanças dos países da zona do euro voltam a se reunir, em Luxemburgo. Nesta manhã, os bancos britânicos estão no foco, com o Royal Bank of Scotland computando mais uma perda expressiva, enquanto o Barclays negou que esteja buscando aumento de capital.

No Brasil, para melhorar as condições de liquidez no mercado doméstico, o Banco Central anunciou ontem à noite novas medidas. A principal é a Medida Provisória que autoriza o Banco Central a comprar carteiras de crédito de instituições financeiras em dificuldades, por meio de uma linha de empréstimo já existente, chamada de redesconto. Além disso, o BC foi autorizado a conceder empréstimos em moeda estrangeira. E autorizou as empresas de arrendamento mercantil (leasing) a emitir letras.

Com o agravamento da crise de confiança, fica cada vez mais evidente o impacto da crise nas empresas brasileiras e é isso que o mercado de ações doméstico vem precificando. A desaceleração da economia global deverá reduzir a demanda por matérias-primas (commodities) e outros produtos e as perspectivas de lucros das empresas serão reduzidas. Esse crescimento menor do setor produtivo e, por tabela da economia, neste final de ano e, principalmente, em 2009 está sendo antecipado pelo mercado. "2009 será o ano da reconstrução do sistema financeiro", previu um analista.

Ontem, após o fechamento, a Sadia informou que o ex-ministro Luiz Fernando Furlan está reassumindo a presidência do conselho de administração, após o escândalo financeiro com operações de hedge cambial que resultaram em perdas de R$ 760 milhões à companhia.

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