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Bovespa sobe 2,19% e tem terceira alta seguida

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo nesta sexta-feira, influenciada pela retomada nos preços das commodities e a queda do dólar estão impulsionando os investidores para a compra e sustentando a alta da bolsa paulista.

Redação com agências |

 

O Ibovespa encerrou os negócios do dia em alta de 2,19%, aos 52.392 pontos. De volta aos 52 mil pontos, o índice avançou novamente conduzido pelas ações da Petrobras, embora Vale, siderúrgicas e BM&FBovespa também tenham crédito pela alta.

Arte/US

Na semana, a Bovespa acumulou elevação de 0,87%, mas em setembro, as perdas somam 5,90% e, no ano, -17,99%.

A recuperação de preço das matérias-primas (commodities) combinada com os efeitos, ainda, das estimativas para as reservas de petróleo do campo de Iara (na camada pré-sal da Bacia de Santos), o aumento do peso do Brasil na carteira de ações emergentes do banco americano Morgan Stanley e o vencimento de opções sobre ações na Bovespa, na segunda-feira, explicam a alta desta sexta-feira do principal índice acionário doméstico.

As ações ordinárias (ON) da Petrobras subiram 4,44%, para R$ 40,42, e as ações preferenciais (PN) da estatal valorizaram 5,10%, a R$ 33, esta última, de novo, com o maior giro de negócios do dia na Bolsa, de R$ 991,532 milhões. A notícia de que é possível haver 4 bilhões de barris em reservas na camada pré-sal do campo de Iara adicionou interesse aos investidores por causa do vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira. O comportamento do preço do petróleo no exterior também ajudou. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro com vencimento em outubro subiu 0,31%, a US$ 101,18 o barril.

A procura por papéis brasileiros na Bolsa também decorreu da notícia de que o banco de investimentos Morgan Stanley elevou o peso recomendado para Brasil em sua carteira de ações emergentes para um "major overweight". E os fundos globais trataram de comprar papéis para se adequar à nova composição.

Vale, a outra blue chip do Ibovespa, repetiu o comportamento vigoroso da véspera e fechou com alta considerável, também repercutindo os ganhos dos metais no mercado internacional e acompanhando seus pares na Europa. As ON avançaram 2,55%, a R$ 42,66, e as PNA, 1,63%, a R$ 37,30. As siderúrgicas acompanharam e o destaque foi CSN ON, com alta de 6,38%.

As ações ordinárias BM&FBovespa lideraram os ganhos do Ibovespa ao subir 11,54%, para R$ 9,76. Na semana, no entanto, ainda acumula perdas, de 9,63%. O papel tem exibido volatilidade muito acentuada - ontem, caiu 5,71% e, no mês, já perdeu 21,54%. A alta de hoje, assim, foi uma correção.

Dólar

O dólar comercial reverteu a tendência de alta dos últimos dias e fechou as negociações desta semana em queda, retornando ao patamar de R$ 1,70.

A moeda americana fechou a sexta-feira cotada a R$ 1,781, com queda de 1,93%, acompanhando o comportamento do mercado global de câmbio e acomodando-se após o que alguns analistas classificaram de movimento especulativo no Brasil.

O Banco Central se manteve ausente do mercado de câmbio pelo segundo dia consecutivo. Na última quinta-feira, pela primeira vez desde outubro do ano passado, a autoridade monetária não comprou dólares no mercado à vista, sinalizando certo desconforto com a taxa, que operava acima de R$ 1,820.

Segundo analistas, a não atuação do BC reforça a visão de que boa parte da alta do dólar tem um componente especulativo, com os agentes aproveitando o ambiente externo desfavorável para formar posições contra o real.

(Com informações da Reuters, Agência Estado e Valor Online)

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