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Bovespa sobe 1,54%, mas pregão promete volatilidade

Notícias sobre recessão nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e desaceleração da atividade industrial chinesa mantêm acesa a preocupação com os efeitos da crise financeira no lado real da economia, que tem sido o fio condutor dos negócios nos últimos dias. Hoje deve ser um dia de volatilidade elevada na Bolsa de Valores de São Paulo, seguindo o mercado internacional.

Agência Estado |

Ontem, o índice Bovespa fechou com queda forte de 7,75% a 34.373,99 pontos.

O Ibovespa à vista abriu o pregão regular hoje em baixa, mas inverteu o sinal logo nos primeiros minutos e avançava 1,54% a 34.903 pontos, às 11h15.

Depois do Reino Unido ontem, hoje foi a Alemanha que anunciou ter entrado em recessão no terceiro trimestre, ao registrar retração de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) em relação ao segundo trimestre. A OCDE disse que os países membros entraram em recessão e deverão encolher 0,3% em 2009 e projeta que tanto os EUA quanto a zona do euro podem ter quatro trimestres consecutivos de contração. Segundo a OCDE, a economia dos EUA encolherá 2,8% no último trimestre deste ano e 2% nos primeiros três meses de 2009. A OCDE reúne 30 países, que produzem mais da metade de toda a riqueza do mundo. O Brasil não faz parte da organização.

Além disso, a China informou que a produção industrial desacelerou de maneira acentuada em outubro, para um crescimento de 8,2%, em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o menor crescimento em sete anos. A produção de aço bruto na China caiu 17% nos últimos 12 meses terminados em outubro.

Do lado corporativo, as notícias ruins prosseguem. E como destacou relatório do BB Investimentos, "os investidores estão cada vez mais temerosos que grandes companhias, que geram milhares de empregos, terminem indo à bancarrota". Nos EUA, a Intel reduziu, ontem, suas projeções de faturamento no quarto trimestre em 20%. Hoje, a maior rede de varejo do mundo, a norte-americana Wal-Mart Stores, anunciou aumento de 9,8% em seu lucro líquido e de 7,5% nas vendas do terceiro trimestre fiscal, mas cortou projeções para o quatro trimestre do ano.

Para o diretor da Ágora Correta, Alvaro Bandeira, os efeitos negativos da crise sobre a economia estão aparecendo mais rápido do que o imaginado e não se sabe quanto tempo isso vai durar. "Fiquei temeroso com a velocidade com que os fatos aconteceram nas duas últimos semanas", disse.

Na Bovespa, o destaque no início do pregão devem ser as ações do Banco do Brasil e da Nossa Caixa, que divulgaram balanço nesta manhã. Os resultados ganham ainda mais importância por causa das negociações que devem resultar na incorporação da Nossa Caixa pelo BB.

O lucro líquido recorrente do BB no terceiro trimestre, de R$ 2,037 bilhões, superou a previsão de analistas consultados pela Agência Estado, que era de R$ 1,615 bilhão. A Nossa Caixa teve lucro líquido de R$ 69,8 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo líquido de R$ 67,9 milhões em igual período do ano passado.

As ações de Petrobras, que ontem caíram mais de 13%, também devem concentrar as atenções. Hoje, o petróleo mostra recuperação suave, sendo negociado na Nymex eletrônica em alta de pouco mais de 1%. A portuguesa Galp Energia informou hoje que o campo petrolífero Júpiter contém mais petróleo em relação a gás do que o que se imaginava originalmente. A Galp detém uma fatia de 20% no bloco BM-S-24, na Bacia de Santos, que contém a descoberta Júpiter, enquanto a Petrobras possui uma participação operacional de 80%.

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