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Bovespa sobe 0,92%; ações da Petrobras estão no foco

O índice Bovespa iniciou o pregão de hoje em baixa, perdendo 0,31% a 36.355 pontos nos primeiros minutos.

Agência Estado |

Às 11h13, no entanto, o Ibovespa já passava para o campo positivo, com alta de 0,92% a 36.806 pontos.

O mercado brasileiro de ações tinha tudo para ter um dia morno hoje por causa do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, mas a notícia de que Petrobras teve de buscar um empréstimo de R$ 2 bilhões da Caixa Econômica Federal no final de outubro para sanar um problema de caixa momentâneo deve agitar o pregão. A Petrobras confirmou a operação feita junto à Caixa, mas disse tratar-se de uma necessidade de empréstimo apenas momentânea e que a empresa não tem um problema de caixa. Às 11h10, as ações preferenciais (PN) subiam 1,22% e as ordinárias (ON) ganhavam 1,40%.

As dificuldades de geração da caixa da Petrobras foram denunciadas ontem à noite pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Ele disse também ter informações de que o Banco do Brasil vem injetado recursos na Petrobras nos últimos meses. O senador fez um convite para que os presidentes da Petrobras, Sérgio Gabrielli, do BB, Antonio Lima Neto, e da Caixa, Maria Fernanda Coelho, compareçam hoje à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, para prestarem esclarecimentos. A direção da empresa não confirmou a participação de Gabrielli, mas comunicou que ele encaminhará uma nota explicativa ao presidente da CAE, senador Aloizio Mercadante (PT-SP).

Vale lembrar que ontem o Conselho Monetário Nacional (CMN) eliminou o limite de endividamento da Petrobras no mercado interno, que era de R$ 8 bilhões. A notícia pode servir de gancho para uma realização de lucros das ações de Petrobras, aproveitando a alta de ontem e mais o fato de que o petróleo opera em baixa. Mas analistas se mostram divididos em relação ao impacto negativo dessa notícia nos papéis. Para o Fausto Gouvêa, da Alpes Corretora, foi um empréstimo momentâneo num momento em que o mercado de crédito está fechado e que não tem nada a ver com a saúde financeira da empresa. "Se a Petrobras precisasse de dinheiro num momento de liquidez no mercado de crédito, aí sim seria uma situação preocupante". Além disso, diz ele, o valor do empréstimo é muito baixo para gerar um efeito negativo nas ações.

Já para um outra fonte, que prefere não se identificar, esse caso de Petrobras reacende num primeiro momento as preocupações com a situação de outras empresas brasileiras. "Se a Petrobras, com todo esse tamanho, precisou de ajuda financeira, imagine as outras companhias", pondera.

No setor bancário, o destaque deve ser Unibanco, que irá pagar US$ 820 milhões pela participação que a AIG possui na Unibanco AIG Seguros, uma parceria que durou onze anos.

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