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Bovespa sobe 0,85% logo após abertura do pregão

A única coisa certa que se pode prever sobre Bolsa brasileira nesta manhã é que a disposição para negócios continuará pequena. Ontem, o volume negociado foi pífio, R$ 2,521 bilhões, e as previsões são de que continue se reduzindo até o fechamento do ano - para alguns operadores, só a posse do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, em 20 de janeiro, melhoraria o volume de negócios.

Agência Estado |

Em tese, "mantidas as condições normais de temperatura e pressão", como comentou um operador, a Bovespa deveria se inclinar à alta hoje, para corrigir a queda de ontem, maior do que as baixas vistas nas bolsas norte-americanas. Porém, a falta de liquidez, que é a tônica dos mercados nesses dias de final de ano, pode levar a que o índice Bovespa seja jogado facilmente para qualquer lado. O Ibovespa abriu o pregão regular em alta e avançava 0,85% a 37.939 pontos, às 11h10.

Antes do pregão regular, o Ibovespa futuro ziguezagueou entre os terrenos negativo e positivo. No exterior, apesar das quedas na Ásia, que ainda refletem o dia de ontem, o clima nesta terça-feira é melhor do que na véspera, quando as bolsas foram minadas sobretudo por alerta negativo da Toyota. Mas não deixa de ser um tanto apático. Às 11h05, Londres subia 0,61%, Paris ganhava 0,32% e Frankfurt valorizava-se em 0,68%. Nos EUA, o futuro do S&P 500 operava em alta de 0,09%, enquanto o Nasdaq futuro caía 0,06%.

"A verdade é que mercado está sem liquidez e sem parâmetro", resume um profissional. Assim, se falta parâmetro, a agenda nos EUA pode fornecer algum, porque está cheia nesta terça-feira, com indicadores concentrados às 11h30 e às 13 horas (de Brasília). Tais indicadores é que podem dar um rumo mais definido aos mercados acionários. O mais importante deles, o PIB final dos EUA no terceiro trimestre, será divulgado primeiro, às 11h30, e se vier melhor do que o esperado pode dar algum alento aos mercados. A previsão é de queda de 0,6%.

Às 13 horas, a bateria de indicadores norte-americanos inclui as vendas de imóveis residenciais novos (média anualizada) de novembro (previsão de 415 mil ou -4,2%); vendas de imóveis residenciais usados (média anualizada) de novembro (previsão de 4,9 milhões ou -1,6%); o índice de sentimento do consumidor (final) de Michigan em dezembro (expectativa de 59,1); e o índice de atividade industrial de dezembro do Fed de Richmond.

A notícia de que a Petrobras renovou financiamento junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal não deve influenciar os preços dos papéis, dizem operadores, uma vez que isso era já esperado. Petróleo tem maior poder de influência e hoje opera em leve alta. Às 11h05, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro para fevereiro subia 0,23%, a US$ 40,00 o barril. Já as commodities metálicas mostram quedas importantes: cobre, -2,56% no eletrônico da Comex; prata, -0,92%, paládio, -0,94%.

A Petrobras informou ontem à noite, em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que renovou operações de financiamento junto às duas instituições, fechadas no decorrer de 2008, ampliando o volume captado junto à segunda instituição.

Conforme a Petrobras, duas operações firmadas com o BB no primeiro semestre deste ano, com vencimentos programados para o primeiro semestre de 2009, foram pré-pagas e renovadas com prazo de vencimento em 2011 e valor total de R$ 2 bilhões. A estatal informou que também pagou antecipadamente a captação efetuada em final de outubro junto à CEF, e renovou a operação pelo valor total de R$ 3,6 bilhões, captando recursos adicionais líquidos de R$ 1,5 bilhão. O vencimento ocorrerá no início de 2011.

Às 11h05, as ações preferenciais (PN) da Petrobras subiam 1,81%. Vale PNA avançava 1,41%.

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