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Bovespa seguiu Nova York e caiu 3%; dólar cedeu 0,29% ontem

SÃO PAULO - O humor externo voltou a pesar sobre as negociações do mercado doméstico no último pregão da bolsa antes do Natal. O dólar e as taxas dos Depósitos Interbancários (DIs) terminaram em baixa.

Valor Online |

O mercado acionário foi afetado pelas quedas em Wall Street.

No fim dos negócios, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o Ibovespa fechou com queda de 3,05%, aos 36.470 pontos. O giro financeiro continuou restrito e somou R$ 2,132 bilhões, praticamente metade do giro de um dia normal.

No câmbio local, a moeda americana fechou cotada R$ 2,386 para a compra e R$ 2,388 para a venda, com recuo de 0,29%. O giro financeiro chegou a R$ 2,235 bilhões. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM & F), as taxas dos DIs também fecharam com tendência de baixa.

Na primeira metade do pregão os agentes mantiveram as compras em bolsa, mas, após a divulgação de novos dados ruins sobre a economia dos EUA, os agentes deixaram de lado o ímpeto comprador e passaram a vender em Wall Street, contaminando o sinal na bolsa paulista.

Kelly Trentin, analista de investimentos da SLW, diz que a cautela foi maior aqui devido ao fato de o pregão doméstico estar fechado hoje enquanto Nova York opera. Para completar, notícias importantes sobre rendimento e gastos das famílias americanas são esperado nesta manhã, assim como a atividade medida pelas encomendas de bens duráveis.

As vendas de casas novas nos Estados Unidos cederam 2,9% em novembro, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 407 mil unidade. A revenda de usados caiu 8,6% em novembro, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 4,49 milhões de unidades. O mercado esperava manutenção do nível em 4,9 milhões de casas. Para piorar, o preço dos imóveis usados caiu 13,2% em novembro na comparação com um ano antes.

A variação do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referente ao terceiro trimestre deste ano ficou em linha com as estimativas, de queda de 0,5% no período. A sessão ainda contou com a boa notícia de aumento do nível de confiança dos consumidores no país. O indicador medido pela Universidade de Michigan neste mês de dezembro ficou em 60,1, acima da leitura preliminar para o mês, de 59,1, e das expectativas de mercado (58,5).

No segmento cambial o andamento do pregão foi mais tranqüilo e com volume mais representativo. A baixa da cotação da divisa teve mais impulso pela manhã, com a recuperação dos mercados acionários, mas perdeu fôlego na inversão de rumo das bolsas americanas e da bolsa paulista no período da tarde.

O Banco Central (BC) voltou ao mercado à vista e vendeu moeda com taxa de corte a R$ 2,3870. Segundo agentes de mercado, foram aceitas sete propostas. José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Fair Corretora, comentou que a ponta compradora possivelmente foi tomada por pequenos bancos que precisavam cobrir posições, mas que ainda encontram dificuldade para obter divisa junto aos grandes bancos.

Na BM & F, os DIs seguiram influenciados pelos previsões menores de inflação no Brasil e perspectiva de corte de juros pelo BC no próximo ano. O contrato de DI com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, caiu 0,02 ponto percentual, a 12,29% ao ano. Janeiro 2012 projetou 12,65%, com recuo de 0,20 ponto.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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