Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bovespa segue pessimismo externo; dólar fecha a R$ 2,328

SÃO PAULO - Em um dia tenso nos mercados financeiros internacionais, a Bovespa tinha queda de 6,20%, operando aos 31.722 pontos por volta de 17h30. O dólar fechou negociado a R$ 2,328, com alta de 1%, após seguidas intervenções do BC.

Redação com Agência Estado |

 

Na mínima do dia, o índice Ibovespa caiu mais de 8% e alcançou a pontuação de 30.787 pontos. O dia é de perdas generalizadas e a pressão maior sobre o índice é exercida pelos papéis do setor financeiro e da Petrobras (que recuavam 9,65%).

Entre os bancos, Unibanco Unit liderava tinha baixa de 7,57%%. Itaú PN recuava 9,14%, Banco do Brasil ON caía 6,26%, Bradesco PN perdia 6,71%, e Banco Nossa Caixa ON, -5,99%.

Analistas gráficos dizem que o Ibovespa pode voltar aos 27 mil ou 28 mil pontos, mas já há quem não descarte a possibilidade de o Ibovespa à vista descer até os 22 mil pontos.

Com mais um dia irracional pela frente, em que os fundamentos deixam de ser olhados, dificilmente o mercado vai repercutir como deveria o lucro líquido recorde trimestral anunciado ontem à noite pela Vale.

A Vale registrou lucro líquido de R$ 12,433 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 166,9% sobre o mesmo período do ano passado.

Ontem, o Ibovespa fechou no menor nível desde 20 de junho de 2006, aos 33.818,49 pontos, queda de 3,57%. Foi o terceiro dia seguido de baixa. Em dólares, o Ibovespa fechou ontem em 14.671 pontos.

Pelo mundo

Nos Estados Unidos, as bolsas também operam no vermelho. O índice Dow Jones recuava 2,36%, enquanto a Nasdaq caía 1,92%. Na Europa, o cenário é de terra arrasada. A bolsa de Paris fechou em queda de 3,54%, a de Frankfurt, 4,96% e a de Londres, 5%. A bolsa russa Micex suspendeu suas operações até a próxima terça-feira, depois de o principal índice cair 14%.

A queda nas bolsas é aprofundada pelo temor renovado de uma recessão mundial e pelo seu impacto nos resultados das empresas, após dados divulgados no Reino Unido e na zona do euro mostrarem que essas economias caminham para a recessão.

O Reino Unido anunciou hoje que o PIB do terceiro trimestre caiu 0,5% ante o segundo trimestre, a primeira contração da economia na margem desde a registrada no segundo trimestre de 1992 e a maior queda desde a do quarto trimestre de 1990. O PMI da zona do euro, que mede a produção total do setor privado, caiu para 44,6 em outubro, o menor nível da série, que começou em maio de 1998.

"Os dados divulgados confirmam claramente que as principais economias do mundo estão entrando em recessão", afirma Fausto Gouveia, analista da Alpes Corretora.

A queda forte das bolsas asiáticas também assusta os investidores. Em Tóquio, a bolsa fechou com perda de 9,6%, pressionada pela Sony que cortou pela metade a sua previsão de lucro do ano. Na Coréia do Sul, o tombo foi de 10,6%, após a fabricante de chips Samsung ter divulgado queda nos lucros de 44% no terceiro semestre e reduzido sua previsões de ganhos.

Dólar

No cenário interno, o Banco Central voltará à carga com seus leilões de swap cambial - contrato que tem o efeito de venda da moeda norte-americana no mercado - e de dólar, para amenizar o impacto negativo do quadro externo.

Ontem, o dólar comercial declinou 3,15%, cotado a R$ 2,305, após cinco intervenções do Banco Central no mercado de câmbio.

Banco Central

O Banco Central (BC) vendeu parcialmente os contratos de swap cambial oferecidos em leilão nesta tarde, agendado desde ontem. Na transação, realizada das 12h45 às 13h, a autoridade monetária vendeu US$ 751,8 milhões em contratos de swap cambial com ajuste periódico.

O mercado aceitou parcialmente os 30 mil contratos leiloados em três lotes. Com essa operação, o BC tem como objetivo fornecer "hedge" (proteção) às empresas - pagando a variação do dólar e recebendo juros.

Depois de ficar desde maio de 2006 sem fazer esse tipo de operação, o BC voltou a ofertar tais contratos diante da crise financeira mundial que vem fazendo disparar o valor do dólar perante o real.

Antes dessa operação, o BC já veio a mercado fazer um leilão de moeda à vista e outro de swap cambial, com colocação de US$ 1,706 bilhão em contratos do tipo. Ontem, o BC informou um programa de até US$ 50 bilhões para ofertar ao mercado em contratos de swap cambial, conforme a necessidade.

Mais notícias

 

Para saber mais

 

Serviço 

 

Opinião

Leia tudo sobre: bovespadolar

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG