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Bovespa segue NY e termina o dia em alta de 13,42%

A terça-feira foi de correção técnica na Bolsa brasileira, onde o Ibovespa interrompeu uma seqüência de cinco baixas e encerrou o dia no azul. E o ajuste não foi pequeno, com o índice disparando no final da sessão, alinhado ao movimento nos pregões norte-americanos, e encerrando na máxima, aos 33.

Agência Estado |

386,65 pontos, com alta de 13,42%. Na mínima, ficou com 29.438 pontos (alta de 0,01%). O volume financeiro melhorou, em especial no final da jornada, encerrando a R$ 4,913 bilhões, mas ainda é fraco, o que revela alguma debilidade da melhora vista hoje.

A disparada no meio da tarde foi creditada à combinação da aceleração dos ganhos em Nova York com a atuação específica de uma instituição financeira brasileira. Alguns operadores chegaram a aventar que a operação poderia refletir algum retorno de estrangeiros, mas não é possível identificar se as aquisições decorreram de ordens de compras por esses investidores.

Na visão de um experiente profissional do mercado financeiro, a alta de hoje não é sustentável. "A maior parte das ações subiu com volume baixo", argumentou.

A recuperação do segmento acionário foi global, embora em escalas mais leves em praças como Londres e Tóquio, apesar de novas notícias desfavoráveis no que diz respeito à economia mundial, em particular, nos Estados Unidos. O índice de confiança do consumidor norte-americano caiu à mínima histórica em outubro e as expectativas futuras pioraram. O índice de atividade industrial na região coberta pela distrital do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Richmond recuou este mês. Ainda, o índice de preços dos imóveis Case-Shiller registrou queda recorde em agosto. Nada alentador.

Apesar disso, Wall Street encerrou a jornada com ganhos expressivos, um dia após os principais índices acionários retrocederem a níveis de 2003. O Dow Jones fechou em alta de 10,88%, o S&P-500 subiu 10,79% e o Nasdaq ganhou 9,53%. As altas foram ampliadas principalmente no final da sessão, impulsionadas pela recuperação das ações do setor financeiro, com os investidores procurando barganhas após novos sinais do descongelamento do mercado de crédito, como queda da Libor, taxa de juro interbancária em Londres.

Os participantes no mercado foram quase unânimes em explicar a alta de hoje citando o excesso de quedas nos últimos dias. "Vamos às compras, está barato", disse um deles, referindo-se ao pensamento do mercado nesta sessão. Vale lembrar que nas cinco sessões até ontem, o Ibovespa acumulou uma perda superior a 25%. No mês, até ontem, a queda do índice era de 40,58%. No ano, a perda alcançava 53,93%. Com a valorização hoje, essas perdas passaram para 32,61% e 47,74%, respectivamente.

Para Raffi Dokuzian, superintendente na Banif Corretora, o comportamento dos mercados de ações hoje também pode ter refletido alguma antecipação à expectativa de corte dos juros nos EUA amanhã. O mercado aposta que o Fed reduzirá a taxa em 0,50 ponto porcentual, para 1% ao ano. E no caso da Bovespa há ainda a perspectiva de manutenção da taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária, também amanhã. "Em outros tempos, esse tipo de notícia era um importante impulso nas bolsas", lembrou.

A recuperação na Bovespa contagiou todas as ações do Ibovespa. No caso das mais importantes, Petrobras PN subiu 10,71% e Petrobras ON avançou 9,95%, apesar da queda do petróleo. Os papéis da Vale também ajudaram o índice: os PNA aumentaram 13,39% e os ON valorizaram-se 13,85%. A apreciação de alguns metais ajudou as ações da mineradora. No Ibovespa, as altas foram lideradas por ações do setor imobiliário: Cyrela ON subiu 33,55% e Gafisa ON aumentou 29,54%. Em terceiro lugar, Lojas Americanas PN avançou 28,04%. O setor bancário também mostrou recuperação. Bradesco PN subiu 13,85%, Itaú PN ganhou 8,86%, Banco do Brasil ON avançou 13,25% e Unibanco Unit subiu 13,91%.

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