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Bovespa segue NY e fecha em alta; dólar sobe

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o pregão desta quarta-feira em alta, em linha com o mercado acionário nova-iorquino. O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, fechou em alta de 1,71%, aos 62.056 pontos.

Redação com agências |

 

Este foi o terceiro pregão seguido em que a Bovespa fechou em alta, o que ainda não havia acontecido neste mês. Na mínima do dia, o Ibovespaatingiu 60.863 pontos (-0,25%) e, na máxima, 62.183 pontos (1,91%). No mês, acumula perdas de 4,44% e, no ano, de 2,75%. O volume financeiro totalizou R$ 6,753 bilhões.

As Bolsas de Nova York e, por tabela, a Bovespa oscilaram em seguida à divulgação, pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), da ata de sua última reunião, no final de junho, quando foi decidida a manutenção da taxa básica de juros dos Estados Unidos em 2% ao ano.

Pouco depois, contudo, as bolsas de valores voltaram a ampliar os ganhos, em reação à indicação pelo Fed de que não mudará sua política monetária no curto prazo, apesar das pressões inflacionárias. A indicação é boa para as ações, uma alta nos juros, ao contrário, aumentaria a atratividade dos títulos públicos em relação aos papéis do mercado acionário.

No Brasil, a queda do petróleo continuou prejudicando as ações da Petrobras, uma das principais do Ibovespa. Petrobras ON caiu 1,56% e Petrobras PN, 1,92%. Vale, outra importante ação do Ibovespa, também terminou em queda, mas a justificativa, neste caso, foi a subscrição de papéis na oferta de ações, cujo preço fecha hoje. Vale ON caiu 1,42% e Vale PNA, 2%.

A alta do Ibovespa, assim, foi puxada pelas empresas aéreas - por causa da queda do petróleo - e bancos - em função da melhora destes papéis nos EUA. Setor siderúrgico também avançou, mas sem muito vigor. Gol PN liderou os ganhos do índice (que conta com mais de 60 papéis), ao disparar 10,04%.

Dólar

O dólar comercial manteve trajetória de alta ao longo de todo o dia, e encerrou esta quarta-feira cotado a R$ 1,597, com alta de 0,57%. A moeda americana devolveu parte da forte queda acumulada nos últimos dias.

Após cair 1,6% nas últimas cinco sessões, o dólar voltou a buscar o patamar de R$ 1,60. A recuperação do dólar frente ao real também foi sustentada pelo movimento da divisa em relação a uma cesta das principais moedas globais.

Milton Mota, operador da SLW Corretora, afirmou que o dólar teve mais um movimento de ajuste e ponderou que a tendência de queda da divisa continua.

"O mercado está achando que deve entrar dinheiro da Vale e que parte desse dinheiro deve vir de fora. Por isso (o dólar) está se mantendo abaixo de R$ 1,60 real", afirmou Mota. "Eu não vejo esse dólar para cima."

Apesar da forte entrada de recursos nos últimos dias, o Banco Central divulgou que o fluxo cambial está negativo em US$ 828 milhões nas duas primeiras semanas de julho. As operações financeiras no período acumularam saldo negativo de US$ 3,441 bilhões. Ainda assim, o país registra entrada líquida de US$ 14,106 bilhões em 2008.

Ontem, a moeda americana fechou com desvalorização de 0,37%, a R$ 1,585 a compra e R$ 1,587 na venda, chegando ao menor valor desde janeiro de 1999.

(Com informações da Agência Estado, Valor Online e Reuters)

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