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Bovespa segue Nova York e fecha com perda de 1,24%

SÃO PAULO - A forte piora de humor externo determinou o rumo no pregão na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de bater 39.

Valor Online |

879 na máxima do dia, as vendas se acumularam nos instantes finais da sessão e, com isso, o Ibovespa fechou quinta-feira aos 38.519 pontos, queda de 1,24%. O giro financeiro foi de R$ 4,51 bilhões.

Segundo o diretor de investimentos da Prosper Gestão de Recursos, Júlio César Martins, o mercado brasileiro não agüentou a pressão de venda observada em Wall Street e devolveu os ganhos do dia.

Por volta das 18 horas, quando os negócios encerram por aqui, o Dow Jones perdia 1,99%, enquanto o Nasdaq recuava 3,13%.

Limitando as perdas do dia, a ação PN da Petrobras fechou com alta de 1,77%, aos R$ 22,33, movimentando mais de R$ 1 bilhão. O ativo chegou a subir mais de 6,8% e devolveu quase toda a alta no call de fechamento.

Puxando as perdas, Vale PNA perdeu 2,09%, para R$ 24,77. As siderúrgicas também mudaram de direção. Gerdau PN caiu 4,35%, para R$ 15,80, e CSN ON teve desvalorização de 0,90%, para R$ 28,34. Resistindo, Usiminas PNA ganhou 0,36%, para R$ 27,40.

Mais alinhados ao cenário externo, os bancos fecharam com perdas acentuadas. Bradesco PN caiu 3,89%, para R$ 24,40, Itaú PN recuou 2,92%, para R$ 28,83, e Banco do Brasil ON perdeu 4,29%, para R$ 15,60.

Observando o comportamento da bolsa nos últimos dias, Martins avalia que o mercado está mais leve, contando com uma melhora. Considerando as mínimas observadas em outubro, quando o índice foi abaixo dos 30 mil pontos, o Ibovespa já se recuperou bem, avançando mais de 30%, e, na avaliação do especialista, tem espaço para ganhar um pouco mais. "Mas de qualquer forma é apenas um ajuste em função da acentuada queda, não uma retomada de alta."
No lado interno, os investidores acompanharam a apresentação de um pacote visando injetar R$ 8,4 bilhões na economia brasileira. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, as medidas visam conter uma forte desaceleração da atividade e impulsionar o crescimento de 2009. O ministro anunciou redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os veículos, menor alíquota do Imposto sobre Operações Financeiro (IOF) e novas faixas de cobrança para o Imposto de Renda para Pessoa Física.

Para Martins, o anúncio não teve impacto algum sobre a bolsa e também não ajuda a explicar a valorização das varejistas no pregão de hoje. "O que temos visto é o mesmo dinheiro circulando pelos setores", diz o diretor Prosper, explicando que gestores estão alternando entre posições mais conservadoras e apostas mais arriscadas.

Destaque de alta para as ações ON da Rossi, que dispararam 12,91%, para R$ 3,41. No varejo, Lojas Renner ON ganhou 7,43%, para R$ 15,90, B2W Varejo ON subiu 6,23%, para R$ 26,40 e Lojas Americanas PN teve valorização de 4,88%, a R$ 6,66.

Na ponta oposta, as teles seguiram perdendo valor. Brasil Telecom Participações PN recuou 7,72%, a R$ 19,00 e Telemar ON perdeu 4,10%, cotada a R$ 38,35. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) barrou parte da compra da BrT pela Oi. A restrição vale para os provedores de internet das duas companhias.

Perdas acentuadas também para as units da ALL Logística, que recuaram 7,32%, a R$ 10,00. Embraer ON e Light ON perderam mais de 5% cada para R$ 9,50 e R$ 22,67, respectivamente.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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