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Bovespa segue mercado externo e recua 4,77%

A Bovespa não se fez de rogada: acompanhou com o pé no acelerador as perdas fortes registradas pelas bolsas ao redor do mundo. Caiu mais de 4%, no pior desempenho porcentual desde 12 de janeiro (-5,24%).

Agência Estado |

Depois do tombo do PIB japonês, hoje foi o alerta da Moody's sobre os bancos da Europa que estressou os investidores, que ainda repercutiram os temores com a saúde das montadoras norte-americanas.

O Ibovespa, principal índice, recuou 4,77%, para 39.846,97 pontos, abaixo dos 40 mil pontos pela primeira vez desde 3 de fevereiro e a menor pontuação também desde esta data (39.746,76 pontos). Durante a sessão, tocou a mínima de 39.817 pontos (-4,84%) e a máxima de 41.838 pontos (-0,01%). No mês, ainda acumula ganho, de 1,39% e, no ano, de 6,12%. O giro financeiro totalizou R$ 4,286 bilhões.

A agência de classificação de risco Moody's alertou que pode rebaixar as notas (ratings) dos bancos da Europa Ocidental mais expostos no centro e Leste Europeu porque estas regiões enfrentam uma desaceleração econômica ainda mais profunda. Segundo a Moody's, bancos na Áustria, Itália, França, Bélgica, Alemanha e Suécia representam 84% de todos os empréstimos bancários no centro e no Leste Europeu, sendo que o sistema financeiro austríaco tem quase a metade da exposição. Segundo a Dow Jones, os bancos da zona do euro têm US$ 1,3 trilhão em exposição de crédito na região, valor equivalente ao do mercado norte-americano de hipotecas subprime (de alto risco).

O alerta teve efeito bomba sobre as ações na Europa: a Bolsa de Londres caiu 2,43%; a de Paris recuou 2,94%; em Frankfurt, a perda foi de 3,44%.

Nos EUA, o índice Dow Jones fechou em queda de 3,79%; o S&P, de 4,56%; e o Nasdaq, de 4,15%. Além das notícias da Europa, que também pesaram sobre o sistema financeiro norte-americano, as montadoras estiveram na berlinda, já que hoje termina o prazo para que GM e Chrysler apresentem ao governo seu plano de reestruturação para terem acesso a recursos públicos.

Até o momento, a GM aceitou US$ 13,4 bilhões em empréstimos do governo e a Chrysler, US$ 4 bilhões. O caso mais grave é o da GM, que até teria recebido o conselho do governo de considerar a possibilidade de uma concordata. As ações da empresa estiveram entre as maiores quedas, com -12,80%.

Da safra de indicadores, o de atividade industrial Empire State, do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Nova York, divulgado hoje, foi mais um ponto de mau humor. O índice recuou para -34,65 em fevereiro, um nível recorde de baixa, ficando bem abaixo do patamar de -22,20 registrado em janeiro. O recorde anterior, de dezembro, foi de -27,88.

Também as siderúrgicas tiveram um pregão péssimo hoje, ao redor do globo, diante dos temores cada vez mais certos de encolhimento da demanda. A notícia de que a China não vai aceitar preços diferentes para o nosso minério de ferro e o da Austrália por causa das taxas de frete, como ocorreu no ano passado, ainda foi citado no Brasil para justificar as perdas fortes das ações da Vale.

A mineradora doméstica recuou 6,57% na ação ON - a segunda maior baixa do índice - e 6,02% na PNA. Estes papéis, ao lado de Petrobras, também concentraram as ordens de vendas de investidores estrangeiros, que deixaram o País em busca de ativos menos arriscados, como o ouro. Petrobras ON cedeu 5,66% e PN, 5,44%. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo perdeu 6,88%, a US$ 34,93 o barril.

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