SÃO PAULO - Embora tenha apresentado volatilidade logo no início da jornada, com máxima diária de 71.186 pontos, o movimento vendedor prevalece sobre a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na jornada desta quarta-feira.

SÃO PAULO - Embora tenha apresentado volatilidade logo no início da jornada, com máxima diária de 71.186 pontos, o movimento vendedor prevalece sobre a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na jornada desta quarta-feira. Por volta das 11h15, o Ibovespa recuava 0,29%, aos 70.891 pontos, com volume financeiro negociado de R$ 1,184 bilhão. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o Ibovespa com vencimento em abril cedia 0,28% e somava 71.010 pontos. O mercado brasileiro acompanha o desempenho externo. Em Wall Street, instantes atrás, o Dow Jones tinha baixa de 0,20%, o S & P 500 se desvalorizava em 0,12%. Já o índice Nasdaq inverteu a trajetória e, há pouco, subia 0,09%. Na Europa, as principais bolsas também operavam no vermelho. Há pouco, o índice FTSE 100, de Londres perdia 0,19%, enquanto o DAX, de Frankfut, cedia 0,40%, e o CAC-40, de Paris, recuava 0,43%. A agenda americana desta jornada reserva os dados semanais de estoque de petróleo e o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, Ben Bernanke. Na Europa, os investidores souberam que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro ficou estável no último trimestre de 2009, na comparação com o trimestre anterior. Trata-se de um dado revisado. Anteriormente, tinha sido divulgada uma expansão de 0,1% para a economia da região. No Brasil, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostrou que a produção da indústria automobilística brasileira somou 330,98 mil veículos em março, uma expansão de 20,3% em relação ao mesmo mês do ano passado (275,14 mil unidades). Na comparação com fevereiro de 2010, quando foram registradas 249,8 mil unidades, a produção de veículos apresentou elevação de 32,5%. Já as exportações de veículos e máquinas automotrizes somaram US$ 1 bilhão em março, com ampliação de 62,9% perante o mesmo período de 2009. Já na comparação com o mês imediatamente anterior, a receita do setor com exportações teve elevação de 18,8%. No cenário corporativo, as " blue chips " operavam em baixa. Há pouco, os papéis PNA da Vale recuavam 0,34%, para R$ 49,80, enquanto as ações PN da Petrobras perdiam 0,55%, a R$ 35,88. Entre as maiores altas do Ibovespa nesta manhã, estavam os papéis PN da Gol, com valorização de 1,84%, a R$ 22,61, as ações PNA do Pão de Açúcar, com ganhos de 1,65%, a R$ 62, e as ações ON da Duratex, com avanço de 1,58%, a R$ 16,70. No sentido oposto, os papéis ON da PDG Realty cediam 2,48%, a R$ 14,53, enquanto as ações ON da Rossi caiam 1,92%, para R$ 12,77, e os papéis ON da JBS perdiam 1,78%, a R$ 7,72. A JBS apresentou hoje os termos de sua nova distribuição de ações. No entanto, o formato da oferta e o tamanho são menores do que os que vinham sendo discutidos pelo mercado. A oferta será exclusivamente primária e deve contar, no máximo, com 270 milhões de ações. Em 12 de março, a companhia tinha protocolado pedido para venda primária (novas ações) e secundária (ativos de acionistas). Já o tamanho da oferta estava estimado entre 350 milhões a 400 milhões de papéis. De acordo com aviso ao mercado publicado hoje, serão ofertadas inicialmente 200 milhões de ações ordinárias. Tomando como base o preço de fechamento do papel no pregão de ontem, de R$ 7,86, a distribuição soma R$ 1,57 bilhão. O montante chega a R$ 2,12 bilhões caso sejam colocados integralmente os lotes suplementar e adicional. O prospecto preliminar aponta que 67% do dinheiro levantado no mercado será destinado à ampliação da plataforma global de distribuição direta, o que engloba os centros de distribuição e os caminhões utilizados para o transporte de produtos dos centros de distribuição até os clientes. Os 33% restantes serão utilizados como capital de giro. Os atuais acionistas não terão direito de preferência. Já o varejo ficará com 10% e no máximo 20% dos ativos ofertados inicialmente. O valor mínimo de investimento é de R$ 3 mil. No mercado de câmbio, a moeda americana segue ganhando força em relação ao real, depois de ter recuado nas últimas seis sessões. Minutos atrás, o dólar comercial aumentava 0,17%, para R$ 1,758 na venda, enquanto o contrato futuro avançava 0,14%, para R$ 1,765. (Beatriz Cutait | Valor)
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