Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bovespa segue humor externo e cai 4%; dólar sobe para R$ 2,31

SÃO PAULO - O pessimismo fala alto nos mercados internacionais e derruba também a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Por volta das 13 horas, o Ibovespa recuava 4%, para 40.

Valor Online |

169 pontos, com giro financeiro em R$ 1,58 bilhão.

As vendas por aqui estão alinhadas com o observado em Wall Street, onde Dow Jones e Nasdaq recuavam 3,04% e 3,38%, respectivamente. O S & P 500 desvalorizava 3,70%, perdendo, assim, o importante patamar dos 800 pontos. Para alguns analistas técnicos, a perda desse suporte implica aumento acentuado nas vendas.

Na Europa, as baixas também são acentuadas, com bancos e empresas de commodities na liderança das vendas. Em Londres, o FTSE-100, cedia 2,71%. Em Frankfurt, o Xetra-DAX diminuía 3,44%.

A preocupação como setor financeiro ganhou força na Europa, depois que a agência de classificação de risco Moody´s apontou que a retração econômica no Leste Europeu terá impacto sobre os bancos locais, atingindo também as instituições no Oeste do continente.

Nos EUA, além dos bancos, que seguem atolados em ativos podres de tamanho desconhecido, as montadoras voltaram a preocupar, com o surgimento de rumores de que a General Motors (GM) poderia pedir proteção sob a lei de falências. Hoje, GM e Chrysler devem apresentar seus planos de reestruturação, uma condição para ter acesso a dinheiro do governo.

Refletindo a aversão ao risco, o dólar ganha valor ante as principais moedas e as commodities apontam para baixo, com exceção do ouro. Por aqui, o dólar também avança contra o real retomando os R$ 2,3 preço não observado em duas semanas. Há pouco, a divisa era negociada a R$ 2,31 na venda, elevação de 1,36%.

O gestor da Vetorial Asset, Sérgio Machado, avalia que grande parte desse pessimismo global pode ser atribuído à decepção do mercado com as primeiras atuações do governo Barack Obama.

Segundo Machado, o mercado queria uma solução para o setor financeiro e recebeu apenas discursos. " Não existe certeza, apenas dúvidas. Quanto mais tempo demora, maior fica a impressão de incapacidade do governo dos EUA de reagir à crise " , resume.

Outro ponto destacado pelo gestor é que os mercados estão na mão dos grandes bancos, portanto, não há interesse em melhorar as coisas enquanto não se tenha definido quais as regras do jogo, ou seja, como será feito o resgate às instituições.

Voltando o foco para o mercado interno, Machado observa que os setores mais dinâmicos da economia foram atingidos pela crise, mas que o país segue mais bem posicionado que seus pares para superar esse período. O diferencial, também encontrado na China, é um mercado interno com grande potencial de crescimento.

Para o gestor, o governo deve continuar estimulando o consumo e isso passa por novos cortes de impostos. O melhor exemplo de que tais medidas funcionam veio do setor automotivo, que passou por recuperação seguindo a redução do IPI.

" Pelo lado interno, é fato que somos um pouco mais blindados. Então, na primeira melhora de humor, o país receberá capital externo " , avalia.

Somando instabilidade ao pregão, a quarta-feira concentra o vencimento do Ibovespa futuro. Segundo o operador de bolsa que prefere não se identificar, ainda tem briga entre comprados e vendidos para as séries nos 40 mil, 41 mil e 42 mil pontos.

O operador também aponta que os estrangeiros estão reduzindo sua posição comprada no Ibovespa futuro. Os contratos, que já passaram de R$ 2 bilhões no começo da semana passada, caíram para perto R$ 1,5 bilhão.

No front corporativo, os carros-chefes puxavam as vendas. Vale PNA caía 4,72%, para R$ 29,46, Petrobras PN recuava 4,26%, a R$ 26,74, e Gerdau PN apontava baixa de 4,31%, a R$ 15,07.

Entre os bancos, Itaú PN cedia 5,27%, a R$ 24,06, Bradesco PN declinava 4,32%, a R$ 21,46, e Banco do Brasil ON diminuía 2,54%, a R$ 13,78.

Apenas três dos 66 papéis que compõem o Ibovespa apresentavam variação positiva. Light ON ganhava 1,42%, para R$ 24,90, depois de perdas acentuadas, ontem. Telesp PN ganhava 0,48%, a R$ 43,47, e Brasil Telecom Part ON subia 0,08%, a R$ 59,85
Fora do índice, a ação ON da Positivo, que disparou quase 80% ontem em meio a rumores de compra, tinha decréscimo de 19,89%, a R$ 7,45.

(Eduardo Campos | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG