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Bovespa segue exterior e sobe; dólar cai

SÃO PAULO - O índice Bovespa, que operava em forte alta desde a abertura, reduziu os ganhos no meio do pregão e voltou a disparar por volta de 15h30. A Bolsa brasileira embarcou na recuperação técnica das bolsas ao redor do mundo, com os investidores aproveitando os preços baixos dos papéis para recompor parte das pesadas perdas dos últimos dias.

Redação com Valor Online |

 

Às 15h30, o Ibovespa disparou e acumulava alta de 8,14%, aos 31.831 pontos. A preocupação com os efeitos da recessão global na economia no resultado das empresas, porém, ainda deve causar novos estragos à Bovespa.

Análise gráfica feita pela Lopes Filho & Associados, mostra que o Ibovespa pode alcançar entre 29 mil 27 mil pontos no curto prazo, admitindo a possibilidade de extensão desse movimento até mais ou menos os 25 mil pontos, após ter consolidado ontem a tendência de baixa iniciada em maio.

Nas condições atuais de mercado, de alta volatilidade, recuar de 30 mil para 27 mil pontos, não é difícil. Representaria uma queda de 10%, que pode ser diluída em dois pregões.

Para o analista da Alpes Corretora, Fausto Gouveia, no patamar atual em que se encontra o Ibovespa - ontem fechou na mínima do dia, em queda de 6,50%, aos 29.435 pontos, voltando aos níveis de preços de exatos três anos atrás - e não há mais tanto espaço para cair muito. Por isso, diz ele, o ideal é o investidor ir retomando as compras aos poucos porque vai ser difícil perceber o fundo do poço.

Por ser final de mês, há a possibilidade de um rali nas bolsas, com os administradores de carteiras tentando dar uma puxada nos preços das ações para reduzir, pelo menos um pouco, as perdas em outubro. Com a queda de ontem, a Bovespa emendou o seu quinto pregão consecutivo de baixa, resultando numa perda de 40% só neste mês de outubro e de 53,93% no acumulado do ano.

No cenário interno, o destaque corporativo é a Perdigão, que divulga balanço do terceiro trimestre após o fechamento do mercado. Nesta manhã, o Banco Santander Brasil anunciou lucro líquido de R$ 496,852 milhões no terceiro trimestre, aumento de 44,09% sobre igual período de 2007. O banco informou que a exposição cambial de clientes é de R$ 1,42 bilhão com o dólar a R$ 2,25.

Por aqui, terá início a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O encontro termina amanhã com a decisão sobre o rumo da Selic. Até então o BC vinha aumentando os juros, mas o mercado está longe de um consenso sobre o que será definido agora, tendo em vista a perspectiva de desaceleração econômica e, ao mesmo tempo, a valorização do câmbio gerados pelo aprofundamento da crise financeira, desde o mês passado.

Dólar

O dólar abriu o dia negociado em queda e aprofundou-a após o leilão com 24 mil contratos de swap cambial com três lotes de vencimentos distintos. Por volta de 14h10, era cotado a R$ 2,165 - queda de 3,99%.

Commodities

A melhora nas bolsas está chamando compras também no mercado de commodities (matérias-primas). O petróleo é negociado acima de US$ 64 o barril esta manhã na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), alta de pouco mais de 2%. Comentários sobre um novo encontro emergencial da Opep antes da reunião agendada para dezembro também davam sustentação para a alta da commodity. Em Londres, o níquel tinha valorização de 6,3% e o cobre para três meses subia 2%.

Esse alívio na abertura terá ainda que passar pelo teste dos indicadores econômicos nos EUA, como o dado de Confiança do Consumidor do Conference Board e a atividade industrial regional do Fed de Richmond.

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