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Bovespa segue exterior e sobe 7,63%

A Bolsa de Valores de São Paulo seguiu o movimento internacional e fechou em forte alta nesta terça-feira, apoiada na expectativa de que os legisladores norte-americanos chegarão a um novo acordo sobre o plano de resgate do setor financeiro. Seguindo o otimismo da Europa e dos Estados Unidos, o Ibovespa fechou em alta de 7,63%, aos 49.541 pontos.

Redação com agências |

 

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O giro foi de R$ 4,8 bilhões. Apesar da alta, o índice fecha o mês de setembro com perda de 11,03%, o pior desempenho mensal desde abril de 2004, quanto a baixa foi de 11,45%. No trimestre, a queda foi de 23,80% e no acumulado do ano, a bolsa perde 22,45%.

Logo cedo, depois de remoer a inesperada derrota no Congresso ontem, o presidente dos EUA, George W. Bush, fez um pronunciamento apelando para a aprovação de um novo socorro ao sistema financeiro. Segundo ele, o governo norte-americano não vai sossegar enquanto não aprovar alguma medida. "A rejeição da proposta na Câmara não encerrará a intenção do governo de lançar um plano de resgate", disse ele, defendendo a urgência da aprovação em razão de seus efeitos na economia.

Isso ajudou a reforçar a percepção de que alguma coisa, qualquer que seja ela, vai ser aprovada para ajudar a dissipar o nó que se formou no sistema financeiro. Por causa disso, os analistas também consideraram que a intervenção no banco franco-belga Dexia por três governos europeus foi acertada por ter sido rápida.

Nuances da crise onde um dia uma notícia é negativa e em outro, a mesma informação pode ter conotação favorável. Ontem, por exemplo, o banco Bradford & Bingley foi estatizado pelo Reino Unido, o belgo-holandês Fortis precisou receber socorro dos governos da Bélgica, de Luxemburgo e da Holanda e o alemão Hypo Real foi resgatado por um consórcio de bancos. E nada disso foi visto com bons olhos. Mas, hoje, a ação dos governos da Bélgica, França e Luxemburgo ao injetar US$ 9,19 bilhões no Dexia foi considerada ágil e agradou.

Os analistas também passaram a considerar que os bancos centrais globais vão cortar suas taxas de juros para tentar injetar ânimo no sistema. E, se isso realmente acontecer, a demanda volta a crescer. Com isso, o petróleo subiu. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato com vencimento em novembro avançou 4,43%, para US$ 100,64 por barril.

No Brasil, Petrobras ON subiu 6,89% hoje, mas fechou o mês com perda de 1,03%. Petrobras PN avançou 7,18% hoje e subiu 0,57% em setembro, Vale ON valorizou 8,14% hoje, mas caiu 15,92% no mês, Vale PNA ganhou 7,95% hoje, mas cedeu 13,92% no mês. BM&FBovespa liderou os ganhos do Ibovespa ao subir 17,08% hoje, mas perdeu 31,67% em setembro. Os dados são preliminares.

Dólar

Com um cenário mais calmo nos mercados internacionais, o dólar devolveu nesta terça-feira parte dos exageros da alta de 6,15% de ontem ante o real e cedeu 2,95%, cotado a R$ 1,906.

Ainda assim, no mês de setembro, a divisa acumulou forte alta de 16,79%, maior valorização mensal em seis anos.

A disparada de ontem se deu em meio ao estresse das bolsas de valores após a rejeição pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos do pacote de socorro de US$ 700 bilhões aos bancos.

Mesmo com a queda de hoje, o dólar deve fechar o mês de setembro com forte valorização, superior a 15%. Na virada de agosto para setembro, a moeda estava no nível de R$ 1,633 (cotação de fechamento do dólar comercial em 29 de agosto).

(Com informações da Agência Estado, Reuters e Valor Online)

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