Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bovespa segue exterior e opera em baixa; dólar vira e sobe

SÃO PAULO - O nervosismo voltou a dar o tom dos negócios nos mercados hoje, principalmente após o banco de investimentos Lehman Brothers afirmar, ontem, que os bancos internacionais mostrarão perdas importantes em seus balanços no segundo trimestre deste ano. Com isso, os mercados europeus operam em baixa, pressionados pelo setor financeiro, mas as Bolsas de Nova York operam em alta.

Redação com agências |

 

Em meio a essa indefinição, o índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), abriu em baixa e era negociado abaixo dos 59 mil pontos. Por volta das 12h45, o Ibovespa apontava perda de 1,26%, para 58.342 pontos.

"A notícia de queda nos resultados dos bancos e financeiras no segundo trimestre deste ano já era esperada; mas ela afeta o humor do investidor, como aconteceu ontem e tudo indica que deve afetar hoje, o que significa que o mercado está muito sensível e que qualquer notícia pode influenciar fortemente os negócios", diz um operador, ressaltando que enquanto os estrangeiros continuarem saindo da Bovespa vai ser difícil se ver uma inversão de tendência. "Não vejo notícia que possa fazer a Bolsa voltar a subir", afirma.

Racionalmente, diz a fonte, a Bolsa já está no "fundo" e ela não teria espaço para registrar fortes quedas. No entanto, diante do cenário de nervosismo, "tudo pode acontecer, inclusive a Bolsa romper o suporte dos 58 mil pontos".

A confiança dos investidores, já muito frágil pela recente disparada dos preços do petróleo, hoje é arrasada pela perspectiva de novas baixas contábeis e prejuízos decorrentes da crise de crédito. Surpreendentemente, o petróleo segue calmo e continua caindo, cotado abaixo de US$ 140 o barril tanto em Londres quanto em Nova York, após um comunicado do G8 expressar "forte preocupação" com a alta das matérias-primas (commodities).

Ações

Por aqui, as ações do setor de siderurgia deverão mostrar recuperação na Bovespa, segundo apontam especialistas do setor, ao analisar que as sucessivas quedas dos papéis ocorridas até a semana passada não refletem a realidade dessas empresas. Para eles, o cenário ainda segue positivo para as companhias, principalmente por conta da aposta no mercado interno, que ainda não dá sinais de arrefecimento, ao mesmo tempo em que as importações são dificultadas pela alta de preços dos produtos da área no exterior.

Dólar

O primeiro contrato de câmbio à vista no pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) foi fechado hoje a R$ 1,601 por dólar, estável em relação ao último negócio de ontem à tarde, mas a moeda caiu durante o começo da manhã. Por volta das 12h45, porém, o dólar subia e era negociado em alta de 0,62%, a R$ 1,612.

A fonte do nervosismo hoje no mercado externo é o temor com o sistema financeiro, de onde surgiram novas notícias negativas ontem. À tarde, veio a informação de que as agências de crédito imobiliário americanas Fannie Mae e Freddie Mac precisarão ampliar seu capital em até US$ 75 bilhões. À noite, o banco californiano IndyMac Bancorp anunciou o fechamento de sua divisão de hipotecas. E hoje começa nos Estados Unidos a temporada de balanços financeiros do segundo trimestre, com a apresentação dos números da gigante de alumínio Alcoa, o que tende a ser mais um componente de volatilidade.

O mercado doméstico de câmbio vai, antes de mais nada, prestar atenção na reação da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a essa dinâmica internacional. A saída de investidores estrangeiros do mercado acionário doméstico tem tido forte influência nas cotações do dólar e as pressões de alta só não têm sido fortemente percebidas porque há um movimento de redução das posições compradas dos bancos, segundo especialistas.

Com informações da Agência Estado e do Valor Online

Leia também:

 

Leia mais sobre Bovespa dólar   

Leia tudo sobre: bovespadolar

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG