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Bovespa segue exterior e cai mais de 7%; dólar sobe mesmo após leilão do BC

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em queda nesta quarta-feira, na esteira do pessimismo que ronda os mercados europeus e asiáticos. Por volta de 12h, operava aos 38.364 pontos, baixa de 7,71%.

Redação com Valor Online |

 

Acordo Ortográfico Ainda por volta de 12h, o dólar comercial avançava 4,39%, cotado a R$ 2,187. O BC aceitou propostas em leilão de dólares no mercado à vista das 10h20 às 10h30. A taxa de corte foi de R$ 2,1450. A ação da autoridade monetária não amainou a alta da moeda.

Nos Estados Unidos, foram divulgados índices preocupantes em relação à economia, a exemplo das vendas do varejo e preços ao produtor.

André Simões Cardoso, gestor de fundo de renda variável da Modal Asset Management, acredita que o pior do cenário de pânico já passou, sobretudo após a decisão na Europa e nos Estados Unidos de comprar participação nos bancos por meio de ações sem direito a voto.

Ainda assim, continuam as incertezas sobre o rumo do plano de US$ 700 bilhões e os efeitos da crise para a economia real. " O mercado passou por um belo ajuste, mas o retorno ao padrão anterior é difícil. A economia continua vulnerável " , diz Cardoso.

Entre altas e baixas, a bolsa paulista também enfrenta uma dificuldade em relação a preços justos. Sem poder contabilizar o que de fato acontece com a demanda global e doméstica em razão da crise, fica complicado apostar em preços-alvo dos papéis listados em bolsa.

Enquanto alguns investidores preferem realizar ganhos de curto prazo, outros continuaram aproveitando o momento para comprar ações a preços bem inferiores aos praticados antes do agravamento da crise. "Hoje, horizonte de preço é um serviço de futurologia" , diz o gestor da Modal.

Sergio Machado, gestor da Vetorial Asset, acredita que, depois da recuperação estrondosa de segunda-feira, os investidores encaram agora um segundo momento de tensão, relacionado com a economia real. "Conseguiu-se evitar crise sistêmica que poderia descambar para depressão mundial. Daí a falar que o problema acabou há uma grande distância" , diz, lembrando que a alta de taxas, sobretudo nos contratos de longo prazo, representa uma tradução da incerteza que envolve a macroeconomia externa e local diante do novo cenário.

Ontem

O mercado brasileiro conseguiu reforçar o movimento de recuperação, mas com movimentos bem mais discretos tanto na bolsa paulista como no câmbio doméstico. O desempenho foi na contramão das perdas em Wall Street e teve como aliado o Banco Central (BC) com reiteradas atuações na ponta de venda de dólar no mercado.

Ao fim do pregão, o Ibovespa subiu 1,81%, aos 41.569 pontos, com giro financeiro de R$ 6,211 bilhões. Depois de atingir a máxima de 43.753 pela manhã, o índice testou a mínima de 40.218 pontos na segunda metade do pregão, mas voltou a subir na reta final.

No segmento cambial, o dólar comercial cedeu 2,42%, cotado a R$ 2,091 na compra e R$ 2,093 na venda. A divisa atingiu a mínima de R$ 2,0410 logo após a abertura, mas diminuiu o movimento ao longo da jornada, tendo marcado a máxima de R$ 2,121. O giro interbancário ficou em US$ 2,596 bilhões, o dobro do montante movimentado um dia antes.

Embora a influência da praça americana seja importante, o mercado doméstico domou a volatilidade e fechou com recuperação adicional àquela verificada na segunda-feira, com alta acumulada agora de 16,74%, contra perda de 20% registrada na semana passada.

As intervenções diárias do BC têm dado o rumo dos negócios. Ontem mesmo, os agentes afirmavam que, sem os leilões da autoridade monetária, a moeda americana poderia ter fechado em alta.

Assim, tendo lançado mão de três diferentes ferramentas de oferta de moeda, o entendimento do mercado é de que a intenção do BC é levar a divisa de volta para algo próximo de R$ 2. A avaliação dos agentes é de que a situação ainda vai continuar um pouco insegura até que, de fato, o dinheiro volte a circular normalmente, sem o empoçamento que tem sido notado apesar dos esforços do BC.

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