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Bovespa segue exterior e cai 4,66%

A Bolsa de Valores de São Paulo teve um pregão de queda, com uma sensível piora após a fala do presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central Americano), a exemplo das bolsas americanas. O Ibovespa encerrou em queda de 4,66%, aos 40.139 pontos, no menor patamar desde 1º de novembro de 2006 (39.930,05 pontos). Só em outubro, o índice já acumula desvalorização de 19%.

Redação com agências |

 

Não foram poucas as informações a serem digeridas pelos investidores hoje. A expectativa de corte coordenado de juro por bancos centrais ao redor do mundo, que já havia dado ânimo ontem, permitiu uma abertura mais favorável hoje, que contou ainda com a ajuda do anúncio do Federal Reserve (Fed, banco central americano) para a criação da linha Commercial Paper Funding Facitity (CPFF), a fim de complementar as atuais linhas de crédito disponíveis.

A reação inicialmente positiva aos esforços do Fed para destravar o mercado de crédito corporativo, contudo, logo perdeu força, e as bolsas em Wall Street passaram a operar no vermelho, o que foi acompanhado pelo mercado acionário brasileiro. Ainda na primeira etapa do dia, os investidores locais repercutiram também notícias internas, com destaque para a decisão do governo de dar mais poderes ao Banco Central para combater os efeitos da crise no Brasil.

A principal medida é a autorização para que o BC brasileiro possa comprar carteiras de crédito de instituições financeiras em dificuldades. As novidades foram recebidas pelo mercado com um misto de alívio e preocupação. Alívio por ampliarem o arsenal de ajuda que o BC pode dar aos bancos, num ambiente de liquidez estreita, ou seja, pouca oferta de crédito. Preocupação porque este potencial quadro de "crise interna" - mesmo que negado pelas principais autoridades do governo - pode ser pior do que o imaginado.

Na parte da tarde, porém, o cenário internacional voltou a dominar a atenção dos investidores do mercado acionário, em particular o noticiário norte-americano. Durante conferência da National Association for Business Economics, em Washington, o presidente do Fed, Ben Bernanke, sinalizou que a autoridade monetária poderá reduzir as taxas de juro de curto prazo, num cenário de reduções de pressões sobre os preços, de crise financeira e de perspectiva de debilidade econômica.

As declarações de Bernanke, contudo, não foram suficientes. Pelo contrário, frustraram os players e os índices acionários nova-iorquinos ampliaram as perdas, contaminando as operações na Bovespa.

Durante a sessão desta terça-feira, o Ibovespa oscilou dos 43.167 pontos, na máxima (+2,53%), pela manhã, aos 39.583 pontos, na mínima (-5,98%), à tarde. O volume financeiro seguiu fraco e totalizou R$ 5,265 bilhões (preliminar).

Dólar

Influenciado pelo mau humor geral nos mercados mundiais, o dólar teve o quarto dia consecutivo de de forte alta nesta terça-feira. A moeda americana fechou cotada a R$ 2,311, com alta de 5,05%.

O Banco Central (BC) fez leilões de dólares durante o pregão para tentar conter a alta da divisa, mas não conseguiu impedir que a moeda voltasse a testar patamares de alta.

Depois de ficar desde maio de 2006 sem fazer esse tipo de operação, o BC voltou a ofertar os contratos ontem, diante da crise financeira mundial que vem fazendo disparar o valor do dólar perante o real. Ontem, a autoridade monetária vendeu cerca de US$ 1,470 bilhão em contratos.

(Com informações do Valor Online, Agência Estado e Reuters)

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