SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue com variação positiva, mas sem força suficiente para retomar a linha os 68 mil pontos, que foi perdida em 20 de janeiro. Por volta das 12h50, o Ibovespa subia 0,87%, a 67.

809 pontos, e giro de R$ 1,78 bilhão.

Em Wall Street, as compras perderam força, mas Dow Jones e Nasdaq ainda defendem valorização, de 0,35% e 0,51%, respectivamente.

Para o analista da Corretora Geral, Ivanor Torres, o problema com as dívidas soberanas de países da Europa está sendo amenizado, o que deixa o investidor mais confortável para montar posições.

Pelo lado doméstico, diz o especialista, os balanços corporativos estão saindo de forma bastante satisfatória, mostrando que as empresas se ajustaram bem após a crise.

Além disso, Torres lembra que as aplicações em renda fixa estão perdendo da inflação, o que deixa o investimento em bolsa mais atrativo.

Por outro lado, esse aumento da inflação também eleva as apostas de alta na taxa básica de juros pelo Banco Central (BC). Para o analista, no momento em que o BC começar a subir a Selic, o mercado pode ter uma boa desculpa para realização de lucros.

Ainda de acordo com Torres, a saída de recursos externos registrada no mês de fevereiro não deve ser encarada com preocupação. "Foi um movimento pontual. O estrangeiro sabe que não pode ficar de fora dessa grande oportunidade que é o Brasil", explica o analista.

No mês passado, o saldo de negociação direta ficou negativo em R$ 1,25 bilhão. Com isso, o saldo no ano é de saída líquida de R$ 3,35 bilhões. Quem fez frente às vendas do não residente foi o investidor local, em especial os institucionais, que foram os grandes compradores de fevereiro, com saldo líquido positivo de R$ 1,68 bilhão.

As pessoas físicas aumentaram as compras no final do mês, mas ainda fecharam com saldo negativo de R$ 495 milhões. Mas esses investidores foram os maiores agentes da bolsa pelo segundo mês consecutivo, respondendo por 32,05% de todas as compras e vendas realizadas no mês.

No front corporativo, o papel ON da OGX Petróleo continua liderando o volume, registrando alta de 2,02%, a R$ 16,65. A empresa concluiu a perfuração de mais um poço na Bacia de Santos. Entre os carros-chefe, Petrobras PN subia 1,11%, a R$ 35,32, e Vale PNA registrava alta de 0,96%, a R$ 45,08.

Ainda entre as empresas de commodities, Fibria ON ganhava 4,64%, a R$ 34,90, depois de comentário positivo feito por corretora local. Entre as siderúrgicas, CSN ON subia 0,66%, a R$ 60,50, e Itaú Unibanco PN tinha acréscimo de 1,06%, a R$ 36,95.

No varejo, Pão de Açúcar PNA se valorizava 1,85%, a R$ 62,64. A empresa lucrou R$ 591 milhões em 2009 (resultado consolidado com o Ponto Frio).

Na ponta de venda, Light ON recuava 1,23%, a R$ 26,36, Telemar Norte leste PNA devolvia 0,84%, a R$ 50,63, e Redecard ON cedia 0,65%, a R$ 27,11.

Fora do índice, o papel PN da Fras-Le, controlada da Randon, saltava 11,03%, a R$ 4,73. Em 2009, a empresa registrou lucro líquido de R$ 43,9 milhões, o que representou um crescimento de 72,2% ante os R$ 25,5 milhões registrados em 2008. Entre outubro e dezembro, o ganho líquido somou R$ 16,3 milhões, quase 30 vezes maior que os R$ 600 mil reportados nos três últimos meses de 2008. A ação PN da Randon se valorizava 2,13%, a R$ 15,30.

No câmbio, as ordens de venda seguem dominando as mesas de operação. Há pouco, o dólar comercial perdia 0,66%, a R$ 1,786 na venda, menor preço desde 19 de janeiro.

(Eduardo Campos | Valor)

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