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SÃO PAULO - Depois de um breve passeio pelo território negativo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) volta a operar em alta. Por volta das 14h45, o Ibovespa avançava 1,60%, para 46.644 pontos, com giro financeiro em R$ 4,14 bilhões.

A volatilidade por aqui replica as bolsas norte-americanas, onde a ação conjunta dos bancos centrais para injetar cerca de US$ 250 bilhões no mercado perde a capacidade de manter certa estabilidade nos mercados. Por volta das 14h45, o Dow Jones subia 0,96%, revertendo perda superior a 1%. A bolsa eletrônica Nasdaq ganhava 0,68%.

O diretor da Intrader, Edson Hydalgo Júnior, avalia que o mercado respira melhor com essa ajuda dos bancos centrais e outras notícias relativamente positivas, como a possível união do Wachovia com o Morgan Stanley. "Mas nada disso é garantia de estabilidade. A volatilidade seguirá elevada", resume.

Observando o índice graficamente, Júnior afirma que o piso para o índice no movimento de baixa está nos 44.900 pontos. "Podemos tocar esse piso, que foi a mínima registrada pelo Ibovespa na crise do subprime" , afirma o especialista.

Em 16 de agosto do ano passado, no auge da crise das hipotecas subprime , o Ibovespa bateu a mínima intradia de 44.937 pontos. Depois disso, o Ibovespa só apontou para cima.

Caso a situação piore e o índice perca os 44.900 pontos, a próxima parada seria nos 41.200 pontos. Na direção oposta, o mercado ganharia uma tendência um pouco mais definida de alta se o índice superasse e mantivesse os 49.200 pontos.

A instabilidade mais acentuada ainda é verificada nos negócios com dólar e juros futuros, onde rumores de acentuada saída de recursos do país, aliados a um movimento especulativo contra a moeda, distorcem a formação de preço dos ativos. Depois de disparar 4,39%, e bater R$ 1,950 na venda, o dólar segue operando em forte alta. Há pouco, a moeda era negociada a R$ 1,932 na venda, ganho de 3,42%.

No mercado de juros futuros, há pouco, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010, referencial de mercado por se o mais líquido, subia 0,34 ponto percentual, para 15,19% ao ano, depois de bater 15,38% instantes atrás.

De volva à Bovespa, o destaque do pregão segue com as ações PN da Petrobras, que apresentam alta de 5,33%, para R$ 31,39, e giro financeiro superior a R$ 700 milhões. bom desempenho também para o ativo PNA da Vale, que ganhava 3,10%, para R$ 33,20.

Os bancos e siderúrgicas também voltaram a oscilar em território positivo. Bradesco PN ganhava 2,07%, para R$ 27,03, e Usiminas PNA valorizava 0,81%, para R$ 38,30.

Na ponta vendedora, Cosan ON caía 11,51%, para R$ 13,14. Lojas Renner ON desvalorizava 9,09%, para R$ 21,10. Baixa acentuada também para Cesp PNB, que perdia 8,24%, para R$ 14,46.

Dólar

O dólar comercial disparou 4,39% para R$ 1,95 por volta das 14h15, registrando a taxa máxima do dia até este horário. Em seguida, a cotação recuou para R$ 1,926, em alta de 3,16%, às 14h45.

(Com informações do Valor Online e Agência Estado)

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