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Bovespa segue cena externa, cai 2,12%, mas defende os 41 mil pontos

SÃO PAULO - O esperado plano para o setor financeiro norte-americano não agradou e promoveu um forte desmanche de posições nas bolsas norte-americanas, o que acabou arrastando a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para o território negativo. Depois de subir mais de 1,7% durante a manhã, o Ibovespa fechou a terça-feira com baixa de 2,12%, aos 41.

Valor Online |

207 pontos. O giro financeiro foi elevado, somando de R$ 5,49 bilhões.

Segundo o analista-chefe da XP Investimentos, Rossano Oltramari, mesmo caindo forte, a Bovespa não deixou de demonstrar firmeza, pois em Wall Street, as baixas superaram os 4,5% para o Dow Jones e os 5% no S & P 500.

De acordo com o especialista, isso pode ser encarado como um sinal de descolamento do mercado norte-americano. Para Oltramari, no médio prazo, a bolsa brasileira deve ganhar dinâmica própria apoiada em dois fatores.

O primeiro deles é a expectativa de que a economia chinesa irá ser recuperar antes do esperado, e sinal disso foi a recente melhora no preço de commodities, o que beneficiou e beneficiará os principais papéis da bolsa brasileira.

O outro ponto é que os investidores que correram para o dólar e títulos públicos americanos no auge da desconfiança e temor com quebra de bancos devem começar a reavaliar as opções de investimento. "Como o pior parece que ficou para trás, esses investidores não vão deixar dinheiro em título público, eles vão buscar rendimento nos emergentes."
Avaliando o noticiário externo, Oltramari afirma que o anúncio do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, sobre as medidas para o setor financeiro, e aprovação do plano de estimulo de mais de US$ 800 bilhões pelo Senado dos EUA, já tinham sido incorporadas nos preços dos ativos. "O mercado subiu na expectativa e caiu no fato", resume.

O analista lembra que o esperado "bad bank" que concentraria ativos podres dos bancos não foi anunciado, o que ajuda a explicar boa parte do mau humor externo. Agora, o foco recai sobre o modo de operação do fundo público-privado que será criado para estimular o crédito.

De acordo com Geithner, a expectativa é que esse instrumento gere uma capacidade de financiamento de até US$ 1 trilhão, mas deve começar com uma base de US$ 500 bilhões.

O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, também contribuirá, elevando compra de ativos relacionados ao crédito ao consumo de US$ 200 bilhões para até US$ 1 trilhão. Com esse tipo de medida, a expectativa é de que os bancos direcionem empréstimos para consumidores e empresas.

Geithner também indicou que os devedores de hipotecas serão ajudados e que os bancos terão que seguir normas mais rígidas de transparência. Ainda de acordo com Geithner, cada dólar emprestado deve ser direcionado ao crédito e as instituições ajudadas pelo governo serão incentivadas a devolver o dinheiro.

No âmbito corporativo, o papel PNA da Vale liderou o volume negociado, perdendo 1,99%, para R$ 30,89, enquanto o ativo ON cedeu 2,92%, para R$ 36,50.

Petrobras PN, que operou em alta durante boa parte do pregão, fechou com baixa de 1,24%, aos R$ 27,05. As siderúrgicas e os bancos também reverteram os ganhos. Itaú PN cedeu 3,88%, para R$ 24,75, e Bradesco PN perdeu 2,64%, a R$ 22,07. CSN ON se desvalorizou 3,27%, para R$ 37,80, e Usiminas PNA caiu 3,43%, valendo R$ 29,50.

Escapando da instabilidade, Cesp PNB apontou alta de 6,37%, para R$ 13,51, Vivo PN subiu 4,46%, para R$ 34,37, e Eletrobrás ON avançou 2,12%, para R$ 27,37. Copel PNB, Cemig PN e Telesp PN também apresentaram valorização. Elétricas e operadoras de telecom em alta em um dia de perdas para o mercado em geral sugerem rotação de carteiras, com agentes tomando posições defensivas.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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