A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) seguiu o otimismo internacional com a perspectiva de aprovação no Congresso norte-americano do plano para salvar os bancos do país e encerrou o pregão desta quinta-feira em forte alta, retomando ao patamar dos 51 mil pontos.

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Na maior alta da semana, Ibovespa fechou com ganhos de 3,98%, aos 51.828 pontos. Durante toda a sessão, o índice ficou no terreno positivo, entre a mínima de 49.848 pontos (+0,01%) e a máxima de 51.867 pontos (+4,06%). Apesar da alta, no mês ainda acumula perdas de 6,92% e, no ano, de -18,87%.

Além do avanço no pacote norte-americano, três outras notícias ainda favoreceram os negócios: a Petrobras confirmou a descoberta de óleo leve e gás na área do pré-sal de Júpiter; a Vale confirmou a negociação para um novo reajuste de 11% com as siderúrgicas chinesas ainda este ano, e a BM&FBovespa com a recompra de até 3,5% das ações em circulação. Todas subiram forte. Petrobras PN avançou 4,52%, Petrobras ON subiu 4,58%, Vale PNA ganhou 4,89% e BM&FBovespa valorizou 5,76%.

Em Wall Street, os principais índices acionários também operaram em alta o dia todo, reagindo às indicações de que os líderes parlamentares no Congresso alcançaram um acordo preliminar sobre o socorro de US$ 700 bilhões. O Dow Jones subiu 1,82%, aos 11.022,06 pontos, o S&P teve ganho de 1,97%, para 1.209,18 pontos, e o Nasdaq avançou 1,43%, para 2.186,57 pontos.

Durante a tarde, foi divulgado que os democratas e republicanos no Congresso americano chegaram a um acordo , embora não o que queria o governo dos EUA. Pela proposta, divulgada pelo Wall Street Journal, US$ 250 bilhões seriam liberados imediatamente e US$ 100 milhões poderiam ser agregados à esta quantia. Mas a última parcela poderia ser bloqueada caso o pacote não esteja a contento.

Segundo um analista do mercado de renda variável em São Paulo, o discurso alarmista do presidente George W. Bush, ontem à noite, quando instou o cidadão a defender o pacote sob a ameaça de sentir na pele os efeitos de uma não-aprovação, deve ter sido o catalisador a apressar as conversas que duraram toda a quinta-feira em torno do socorro. Bush foi bastante pessimista e avisou: sem o pacote, a economia dos Estados Unidos deve entrar numa grande recessão, o que significa perda de empregos e redução no valor das aposentadorias por meio do impacto no mercado acionário.

A predisposição em prever que finalmente o acordo sairá, mesmo que ele possa não ser a solução dos problemas, fez com que as commodities subissem, garantindo o desempenho da Bovespa.

Dólar

Depois de dois dias consecutivos de alta acentuada, a moeda norte-americana voltou a perder valor ante o real. A venda de moeda estrangeira reflete a melhora na confiança do investidor quanto à aprovação do plano de resgate do setor financeiro norte-americano.

O dólar fechou em queda de 1,62%, cotado a R$ 1,821.

A taxa de câmbio oscilou hoje entre a mínima de R$ 1,814 e a máxima de R$ 1,855 por dólar. De acordo com informações do mercado, o volume de negócios somava cerca de US$ 1,76 bilhão por volta das 16h40.

(Com informações do Valor Online e Agência Estado)

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