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Bovespa reverte perdas e fecha em leve alta; dólar sobe

O feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos deixou o primeiro pregão da semana na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apático, quase até seus últimos minutos. Investidores foram às compras das blue chips de olho nos vencimentos de índice Bovespa futuro e de opções sobre o índice, na próxima quarta-feira.

Redação com agências |


Assim, a Bolsa doméstica livrou-se de um fechamento negativo.

O índice Bovespa terminou a sessão na máxima, em alta de 0,40%, aos 41.841,32 pontos.

Na mínima, atingiu os 41.026 pontos (-1,55%). No mês, acumula alta de 6,47% e, no ano, de 11,43%. Segundo dados preliminares, o giro financeiro totalizou R$ 4,954 bilhões, mas quase metade dele decorreu do vencimento de opções sobre ações. Dados divulgados pela Bolsa mostraram que o exercício respondeu por R$ 2,104 bilhões, acima do último vencimento, em 19 de janeiro, quando o volume alcançou R$ 1,184 bilhão.

Antes da reação, prevaleceu sobre as ações o mau humor externo, depois que o Japão anunciou um tombo de 3,3% no PIB do quarto trimestre de 2008 ante o terceiro, ou de 12,7% em termos anualizados, a maior retração desde os primeiros três meses de 1974.

Em resposta à queda do PIB japonês, a maioria dos mercados de ações asiáticos fechou em baixa - a exceção foi a China -, assim como as bolsas europeias, onde também pesaram, sobretudo, as ações dos bancos, com os temores sobre a saúde das instituições financeiras.Com a fraqueza da segunda maior economia mundial, as commodities engataram trajetória descendente, diante da constatação de que a demanda, que já seria menor, agora deve ser ainda mais fraca do que o previsto. As commodities metálicas recuaram, bem como o petróleo. As blue chips domésticas passaram praticamente o dia todo influenciadas por tal desempenho, até melhorarem nos minutos finais da sessão.

Vale ON subiu 0,33% e Vale PNA, 0,75%. Do setor minerador, vale registro para a notícia de que a China Minmetals Nonferrous Metals Company, ou Minmetals, anunciou que comprará a australiana OZ Minerals por 2,6 bilhões de dólares australianos (US$ 1,7 bilhão). Na semana passada, a chinesa Chinalco já havia anunciado a elevação de sua participação na australiana Rio Tinto para 18%.

Nas siderúrgicas, Gerdau PN perdeu 1,07%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,14%, e Usiminas PNA, 1,24%. CSN ON teve alta de 1,05%. Em relatório a clientes, a corretora Socopa revisou para baixo os preços-alvo das ações dos papéis do setor siderúrgico para refletir o agravamento da crise e seus efeitos na economia real.

Petrobras avançou 0,97% a ON e 1,16% a PN. Com o feriado nos EUA, o petróleo era negociado apenas no pregão eletrônico. Às 18h22, recuava 0,56%, a US$ 37,30, com os temores de enfraquecimento da demanda.

O destaque do pregão na Bovespa foi Positivo Informática, que disparou 78,85%, com o surgimento de novos boatos de que uma multinacional da área de tecnologia de informação teria feito uma oferta pela companhia. Desta vez, Dell e Lenovo são apontadas como possíveis compradoras, segundo operadores.

Dólar

Em meio às preocupações no cenário externo e ao feriado nos Estados Unidos, o dólar fechou em alta frente ao real nesta segunda-feira.

A moeda americana subiu 0,62%, e encerrou o dia cotada a R$ 2,280.

"O principal fator hoje é a valorização que o dólar está tendo em relação às principais moedas. A queda nos mercados estrangeiros (de ações) também contribuiu", afirmou Gerson de Nobrega, gerente de tesouraria do banco Alfa de Investimento.

Frente a uma cesta das principais moedas, o dólar tinha valorização de 0,67% no momento em que o mercado brasileiro de câmbio encerrou as operações.

Nesta segunda-feira, dados mostraram que a economia do Japão teve a maior contração trimestral em 35 anos, causada principalmente pela queda nas exportações e a fraca demanda interna.

Preocupações sobre perdas de bancos e redução de preços das commodities derrubaram os mercados acionários da Europa. A decepção frente à falta de ação coordenada por parte dos países do G7, que se reuniram no final de semana, também ajudou na queda dos índices.

De acordo com dados mais atualizados da BM&F, o volume de negócios no mercado de dólar à vista girava em torno de US$ 460 milhões, bem abaixo da média diária de fevereiro, de cerca de US$ 3 bilhões.

O Banco Central vendeu 37.300 contratos de swap cambial tradicional, de uma oferta de até 44.300 para rolagem de contratos que expiram em 2 de março. O volume da operação foi de US$ 1,85 bilhão.

"Até sobrou dólar. Não tinha tanta gente querendo dólar para esse vencimento", ponderou Mario Battistel, gerente de operações de câmbio da Fair Corretora.

(Com informações do Valor Online, Reuters e Agência Estado)

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