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Bovespa retomou os 39 mil pontos ontem e dólar caiu pelo segundo dia

SÃO PAULO - A quarta-feira encerrou de forma positiva para os mercados brasileiros. A valorização no preço das commodities puxou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para cima dos 39 mil pontos.

Valor Online |

O Banco Central (BC) voltou a atuar no câmbio e segurou o dólar abaixo de R$ 2,50. Os juros futuros continuaram apontando para Selic menor em 2009.

Em Wall Street, o pregão foi positivo também, mas notícias desencontradas sobre o resgate à montadoras e rumores de que a gigante das telecomunicações Nortel estaria buscando assessoria para pedir proteção sob a lei de falências trouxeram instabilidade ao pregão. Depois de testar o terreno negativo, o Dow Jones encerrou com alta de 0,81% e a bolsa eletrônica Nasdaq ganhou 1,17%.

Esse ruído vindo de Nova York conteve parte do ímpeto comprador na Bovespa, tirando o índice das máximas do dia. Ainda assim, o Ibovespa fechou com alta de 2,73%, aos 39.004 pontos, maior patamar em um mês. O giro financeiro ficou em R$ 4,99 bilhões. Os ganhos foram garantidos pela forte valorização nas ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas.

No câmbio, as atuações do BC e o cenário positivo garantiram mais um dia de baixa para a moeda norte-americana. Depois de uma tentativa de apreciação pela manhã, o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,429 na compra e R$ 2,431 na venda, queda de 1,61%. Na semana, a divisa acumula perda de 1,9% ante o real.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda caiu 1,65%, fechando a R$ 2,430. O giro financeiro somou US$ 245,75 milhões. No interbancário, o movimento passou de US$ 2 bilhões.

O BC atuou duas vezes no mercado à vista, uma pela manhã, quando vendeu moeda a R$ 2,46, e outra à tarde, quando a taxa de corte ficou em R$ 2,424.

Além da venda à vista, a autoridade monetária efetuou um leilão de swap visando rolar os contratos que vencem em janeiro de 2009. A operação movimentou US$ 3 bilhões e 61 mil contratos. Na operação feita na terça-feira com esse mesmo objetivo foram colocados 66,44 mil swaps, com giro total de US$ 3,218 bilhões. Mais um leilão desse tipo acontece hoje.

No mercado de juros futuros persiste a idéia de Selic menor no ano que vem. O que embasa essa aposta é a percepção de brusca retração econômica e inflação sob controle, mesmo depois da acentuada valorização do dólar. Os investidores também fecham as apostas em torno da decisão do Copom. O consenso era de estabilidade da taxa em 13,75% ao ano, o que foi confirmado.

Na BM & F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, fechou com queda de 0,21 ponto percentual, projetando 12,93%. Já o contrato para janeiro 2011 teve perda de 0,25 ponto, para 13,39%. E janeiro 2012 apontava 13,50%, baixa de 0,17 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 registrava baixa de 0,03 ponto, para 13,42%. E julho de 2009 caiu 0,11 ponto, projetando 13,16%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 801.185 contratos, equivalentes a R$ 74,23 bilhões (US$ 29,89 bilhões), praticamente o dobro do observado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 237.980 contratos, equivalentes a R$ 20,92 bilhões (US$ 8,42 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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