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Bovespa retomou os 39 mil pontos e dólar fechou em baixa ontem

SÃO PAULO - O noticiário não foi dos melhores, mas ainda assim a terça-feira acabou de forma positiva para os mercados brasileiros. O dia começou com resultados trimestrais pouco animadores na Europa e Estados Unidos e a maior queda em 17 anos na produção industrial brasileira.

Valor Online |

Mas isso não foi problema para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que retomou os 39 mil pontos. O dólar fechou em baixa ante o real. E mais alinhado ao tom das manchetes, os juros futuros apontaram para baixo.

Com destaque para os papéis da Vale, Petrobras e Siderúrgicas, que refletiram novos rumores de aumento de demanda na China, o Ibovespa garantiu elevação de 2,79%, encerrando aos 39.746 pontos. O giro financeiro ganhou corpo e passou de R$ 3,3 bilhões.

Em Wall Street, os investidores chegaram a mostrar preocupação com a General Motors (GM) e Ford apontando quedas superiores a 40% na vendas de janeiro, mas retomaram o fôlego e seguiram comprando. O Dow Jones fechou com avanço de 1,78%, retomando os 8 mil pontos. Já a bolsa eletrônica Nasdaq subiu 1,46%.

Contribuindo para o bom humor, o índice de vendas pendentes de casas nos EUA subiu 6,3% em dezembro, evidenciando maior interesse por imóveis.

No câmbio, o pregão foi instável, com o dólar oscilando entre ganho e perda durante a maior para do dia até fechar com leve baixa de 0,12%, aos R$ 2,321.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou 0,13%, para R$ 2,32. O giro financeiro somou US$ 182,75 milhões. Já no interbancário, o movimento foi de US$ 1,77 bilhão.

O Banco Central (BC) seguiu com suas atuações diárias e pouco antes das 13 horas vendeu moeda a R$ 2,324.

A notícia de maior repercussão foi a queda de 12,4% na produção industrial de dezembro, que pegou de surpresa até os mais pessimistas. A baixa, na comparação mensal, foi a mais marcada da série histórica iniciada em 1991.

A retração acima do esperado na produção levou os economistas da Gradual a rever sua previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre do ano passado. De uma contração de 1,66%, a corretora espera queda de 2,25%. Com isso, o PIB fecharia 2008 com expansão de 5,52%.

Com o resultado, ganhou força a ideia de que o BC pode manter o ritmo de corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros. Depois de alguma resistência pela manhã, os contratos de juros futuros longos perderam prêmio de risco. Os vencimentos curtos também recuaram, mas ainda têm bastante prêmio embutido.

Na BM & F, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com baixa de 0,11 ponto, a 10,95%. O contrato para janeiro 2011 caiu 0,06 ponto, a 11,29%, e janeiro 2012 apontava 11,61%, com desvalorização de 0,02 ponto, depois de subir a 11,80% na máxima do dia.

Na ponta curta, o DI para março destoou e subiu 0,01 ponto, para 12,65%. O contrato para abril fechou estável, a 12,31%, e julho de 2009 perdeu 0,03 ponto, projetando 11,59%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 493.005 contratos, equivalentes a R$ 43,45 bilhões (US$ 18,51 bilhões), 40% mais do que o registrado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 281.155 contratos, equivalentes a R$ 25,67 bilhões (US$ 10,94 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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