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Bovespa retomou os 37 mil pontos e dólar começou semana a R$ 2,415

SÃO PAULO - A semana começou sem tendência definida nos mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) superou a instabilidade externa e garantiu fechamento em território positivo.

Valor Online |

O dólar subiu ante o real ultrapassando os R$ 2,40. E os juros futuros longos voltaram a apontar para baixo depois de uma tentativa de realização de lucros.

Qualquer análise, independentemente do mercado, começa com alusão ao baixo volume de negócios, que distorce a formação de preço e permite a " manipulação " do ativo seja ação, moeda ou taxa futura.

De fato, o efeito calendário pesa sobre a presença do investidor no mercado e, além disso, em um ambiente de crise a disposição a se expor é muito limitada. A tese mais propalada tanto aqui quanto lá fora é que os agentes aguardam a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para voltar assumir posições.

Na Bovespa, o giro financeiro somou R$ 1,95 bilhão, com a valorização nas ações da Petrobras, bancos e da BM & FBovespa garantindo um pregão positivo mesmo com a forte instabilidade nos Estados Unidos. No final da jornada, o Ibovespa registrava alta de 0,53%, aos 37.060 pontos. Vale lembrar que o índice caminha para fechar 2008 com perda superior a 40%, encerrando uma seqüência de cinco anos seguidos de valorização.

Em Wall Street, o dia foi de perdas com os investidores mantendo posição defensiva em meio à turbulência no Oriente Médio. Depois de cair mais de 1,4% durante o pregão, as compras perderam um pouco de força, mas ainda assim o Dow Jones perdeu 0,37%. Já a bolsa eletrônica Nasdaq cedeu 1,30%.

Na ausência de indicadores de peso na agenda do dia, o preço do petróleo ficou no foco dos investidores. O barril de WTI com entrega para fevereiro fechou acima dos US$ 40 o barril. Os agentes temem problemas de abastecimento em função do conflito entre judeus e palestinos.

No mercado de câmbio, os negócios também foram escassos, mas operadores notaram um número maior de operações de saída durante a segunda-feira. Para o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Batistel, algumas empresas estão preferindo zerar os compromissos em dólar para não passar o ano com passivos em moeda estrangeira.

Depois de cair a R$ 2,342 na mínima da manhã, as compras falaram mais alto e o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,413 na compra e R$ 2,415 na venda, valorização de 1,89%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa ganhou 0,75%, fechando a R$ 2,4165. O giro financeiro somou apenas US$ 39,75 milhões. Já no interbancário o movimento foi de US$ 770 milhões, ainda menor que o US$ 1,16 bilhão da sexta-feira.

Os juros futuros ensaiaram alta durante o período da manhã, com alguns investidores aproveitando o cenário externo negativo para embolsar ganhos recentes. No decorrer da tarde a direção da curva mudou e os vencimentos longos voltaram a apontar para baixo, confirmando o cenário de juros menores no Brasil. Contribuindo para essa percepção, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de dezembro apontou deflação de 0,13%, após avanço 0,38% em novembro.

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava alta de 0,02 ponto percentual, para 12,32%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,06 ponto, a 12,36%. E janeiro 2012 apontava 12,56%, desvalorização de 0,12 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 caiu 0,07 ponto, para 13,41%. E o DI para julho de 2009 não apresentou alteração, projetando 12,72% ao ano.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 187.230 contratos, equivalentes a R$ 16,88 bilhões (US$ 7,15 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 72.865 contratos, equivalente a R$ 6,48 bilhões (US$ 2,75 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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