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Bovespa retomou o nível de 36 mil pontos ontem; dólar caiu

SÃO PAULO - Os mercados brasileiros tiveram mais um dia positivo na quarta-feira. Superando uma tentativa de realização de lucros no começo do dia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) subiu pelo terceiro pregão seguido, o dólar voltou a cair para baixo dos R$ 2,30 e os juros futuros acentuaram a tendência de baixa.

Valor Online |

Parte do bom humor do dia pode ser creditada à decisão do banco entral da China de cortar a taxa de juros em 1 ponto percentual e reduzir os depósitos compulsórios (parcela de recursos que os bancos não podem emprestar). Esse esforço para estimular a economia teve impacto no preço das commodities, o que beneficiou os principais papéis do Ibovespa.

Na lado externo, a União Européia anunciou um plano de 200 bilhões de euros para ajudar as economias da região e os investidores norte-americanos passaram por cima de uma rodada de dados econômicos negativos, como a retração do consumo, queda nas encomendas de bens duráveis, menor confiança do consumidor e baixa na atividade na região de Chicago.

No campo político, o presidente eleito Barack Obama apresentou um conselho econômico formado por especialistas de fora do governo para ajudá-lo na formulação de planos para criação de empregos e para trazer estabilidade ao sistema financeiro. O líder do grupo será o ex-presidente do Federal Reserve (Fed) Paul Volcker, que ficou conhecido por debelar a inflação nos EUA nos anos de 1980 com um choque de juros.

Em Wall Street, o Dow Jones resistiu às tentativas de realização de lucro e garantiu o quarto pregão consecutivo de alta. O índice subiu 2,91%, enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq ganhou 4,60%.

De volta ao mercado interno, a Bovespa teve mais um pregão de ganhos, com bancos e empresas de commodities liderando uma alta que já soma 16,7% no acumulado da semana.

Ao fim da quarta-feira, o Ibovespa apontava valorização de 4,76%, aos 36.469 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,5 bilhões, o maior em duas semanas. Com isso, as perdas no mês foram reduzidas para 2,11%.

No câmbio, o dólar ensaiou uma recuperação de preço, mas a menor aversão ao risco criou espaço para que os investidores seguissem reduzindo suas posições compradas (apostas contra o real).

A taxa resistiu bastante nos R$ 2,30, mas depois de rompido tal patamar, as vendas se acentuaram. No final na quarta-feira, o dólar comercial valia R$ 2,273 na compra e R$ 2,275 na venda, baixa de 2,06%. Na semana, a moeda já perdeu 7,44%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) a queda foi de 2,15%, com a divisa fechando também a R$ 2,275. O giro financeiro somou US$ 219,75 milhões.

No mercado de juros futuros, as curvas seguiram apontando para baixo, reforçando a visão que de os agentes passam a acreditar em redução na taxa de juros como forma de conter o desaquecimento da economia.

No fim do pregão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,10 ponto percentual, para 14,57%. Janeiro 2011 fechou com perda de 0,11 ponto, para 15,29%, e janeiro 2012 apontava 15,59%, desvalorização de 0,12 ponto.

Na ponta curta, o contrato para dezembro de 2008 declinou 0,06 ponto percentual, para 13,21% ao ano, e o DI para janeiro de 2009 apontava estabilidade a 13,61%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 380.180 contratos, equivalentes a R$ 34,67 bilhões (US$ 15,03 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 148.295 contratos, equivalentes a R$ 12,78 bilhões (US$ 5,54 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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