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Bovespa registrou alta e juros futuros cederam forte ontem

SÃO PAULO - Com exceção do dólar, que subiu forte ante o real, a terça-feira acabou de maneira positiva para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuperou parte das perdas de segunda-feira e os juros futuros caíram forte evidenciando um maior consenso de que o Banco Central (BC) terá que mudar sua política monetária.

Valor Online |

No mercado externo, a ausência de indicadores de peso na agenda do dia deixou o foco voltado para as montadoras, que foram a Washington apresentar seus planos de reestruturação e tentar convencer os congressistas a emprestar US$ 34 bilhões ao setor, US$ 9 bilhões a mais do que a tentativa anterior, de US$ 25 bilhões.

A Ford foi a única das três grandes que disse talvez não precisar recorrer ao governo. A empresa tem caixa suficiente para passar por todo o ano de 2009, mas pediu US$ 9 bilhões caso a crise se agrave ou uma concorrente peça falência.

A Chrysler disse que precisa de US$ 7 bilhões até o fim do ano e a General Motors (GM) requisitou US$ 4 bilhões com urgência, mas busca, mesmo, US$ 18 bilhões. Em troca, ofereceram corte de funcionários, redução de linhas e menor pagamento para executivos.

Em Wall Street, os investidores acompanharam as notícias do setor automotivo e recuperaram parte das perdas históricas da segunda-feira. Depois de um pregão instável, o Dow Jones aumentou 3,31% e o Nasdaq teve valorização de 3,7%.

Por aqui, o Ibovespa também teve uma sessão volátil, mas acabou acompanhando o sinal externo e fechou com elevação de 0,75%, aos 35.000 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 6,64 bilhões, inflado pela oferta pública de aquisição (OPA) das ações da Anglo Ferrous Brazil, empresa cindida do capital da MMX e adquirida pela Anglo American, que movimentou R$ 3,173 bilhões.

No câmbio, o dólar ensaiou uma baixa ante o real caindo abaixo dos R$ 2,3, mas as compras acabaram prevalecendo. Parte da alta refletiu a saída de moeda do país, mas há também um componente especulativo, com os detentores de posição comprada (apostas contra o real) forçando a valorização para tentar fazer o BC entrar no mercado e prover a liquidez de que precisam. No final das contas, a autoridade monetária não ofertou moeda à vista nem via swap.

Ao final do pregão, o dólar comercial valia R$ 2,390 na compra e R$ 2,392 na venda, elevação de 3,10%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa fechou com acréscimo de 3,06%, a R$ 2,390. O giro financeiro somou US$ 155 milhões.

Os juros futuros tiveram uma sessão bastante movimentada e de consolidação das expectativas de que em algum momento de 2009, o BC terá que cortar a taxa básica de juros.

O consenso que se formava em torno de uma retração mais acentuada da economia foi confirmado pela queda de 1,7% da produção industrial durante o mês de outubro (a previsão era de baixa de 0,2%). Além disso, a inflação deu sinal de desaceleração, conforme apontou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). No fechamento de novembro, o índice cresceu 0,39%, abaixo do 0,58% previsto.

No encerramento da sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, tinha queda de 0,19 ponto percentual, para 13,93%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,42 ponto, para 14,28%. E janeiro 2012 apontava 14,33%, desvalorização de 0,50 ponto.

Na ponta curta, o contrato para janeiro de 2009 destoava, registrando alta de 0,01 ponto, para 13,57%. Julho de 2009 caía 0,03 ponto, projetando 13,87%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 635.975 contratos, equivalentes a R$ 55,20 bilhões (US$ 23,42 bilhões), montante 72% maior que o observado um dia antes. O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 261.785 contratos, equivalente a R$ 22,75 bilhões (US$ 9,65 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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