SÃO PAULO - Confirmando a sinalização proveniente do mercado futuro, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começa a terça-feira com desvalorização. Com cerca de meia-hora de pregão, o Ibovespa perdia 0,92%, para 39.

041 pontos, com giro financeiro em R$ 338 milhões.

Mais uma vez o fluxo vendedor está concentrado nos carros-chefe do índice, que são as empresas relacionadas ao mercado de commodities. As matérias-primas perdem valor no mercado externo conforme desaparece o otimismo com a possibilidade de melhora no ambiente econômico ainda em 2009.

Em discurso, o presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Ben Bernanke, disse que o momento e a força de uma recuperação econômica são bastante incertos, mas que a ação dos governos será crítica para prover uma reviravolta nas economias.

Bernanke também afirmou que o Fed ainda tem poder para enfrentar a crise mesmo sem espaço para novas reduções na taxa de juros. Em dezembro do ano passado, a autoridade monetária cortou a taxa básica dos EUA para uma banda entre zero e 0,25%.

De volta à Bovespa, puxando as perdas, o papel PN da Petrobras caía 1,93%, para R$ 23,29. O barril de petróleo do tipo WTI vale menos de US$ 37 no mercado externo, valor próximo ao custo de produção estimado na estatal, que beira os US$ 35 por barril.

Perda também para Vale PNA, que saía negociada a R$ 25,75, baixa de 1,56%. As siderúrgicas também recuavam com o papel ON da CSN caindo 2,4%, para R$ 33,65. Gerdau PN desvalorizava 2,86%, a R$ 22,06.

Entre os bancos, Bradesco PN e Itaú PN caíam mais de 1% cada para R$ 22,99 e R$ 26,98, respectivamente.

Na ponta compradora, Telemar Norte Leste PNA subia 2,97%, para R$ 50,50, Sabesp PN ganhava 2,06%, a R$ 27,17, e Cyrela ON aumentava 2,15%, a R$ 9,50.

O cenário externo negativo também estimula as vendas. Em Wall Street os negócios não começaram, mas o mercado futuro sugere novo pregão de baixa, o quinto consecutivo. Na Europa, a Bolsa de Londres recuava 1,72%, enquanto Frankfurt perdia 2,0%. Os bancos e as mineradoras lideram as perdas.

No mercado de câmbio, o dólar reage a esse ambiente de menor confiança na economia e commodities em baixa. Há pouco, a moeda era transacionada a R$ 2,327 na venda, alta de 1,35%.

Até o momento o Banco Central não interveio no mercado à vista, mas em breve realizará uma leilão de linha, no qual oferta moeda com compromisso de recompra.

(Valor Online)

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